Grau de investimento fica estável

Agência de classificação mantém nota da economia do país com perspectiva negativa

Por O Dia

Rio - A economia do Brasil ficou com o mesmo grau de investimento. A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) decidiu manter a nota em BB (dois níveis abaixo do grau de investimento), assim como a perspectiva negativa.

“A perspectiva negativa reflete nossa visão de que há pelo menos uma probabilidade em três de que possamos rebaixar o rating do Brasil mais para o final do ano”, afirma o comunicado da S&P, destacando que a situação política do país permanece incerta e em risco, considerando o cenário de três anos de recessão econômica, aumento do desemprego, tensões sociais e a crise da dívida dos estados.

Segundo a agência Estadão Conteúdo, o texto ressalta que as delações premiadas feitas na Operação Lava Jato podem afetar o ambiente político e complicar a implementação de políticas econômicas pela equipe do presidente Michel Temer.

Para a agência%2C ambiente político pode complicar gestão de Michel TemerMarcelo Camargo / ABR

“Enquanto o governo Temer e o Congresso avançaram em algumas legislações para reforçar a trajetória fiscal, considerando a combinação do estágio inicial das medidas e o tamanho do ajuste necessário, esperamos por evidências adicionais do progresso em estabilizar a economia e reduzir a incerteza política”, avalia.

Já se o cenário político se estabilizar ou melhorar, a S&P pode revisar a perspectiva da nota brasileira para “estável”. Uma melhora do ambiente político pode ajudar no avanço mais rápido da agenda de reformas, de acordo com o comunicado. Com isso, as contas fiscais também teriam estabilização e melhorariam as perspectivas de crescimento para o país.”

A Petrobras ficou um pouco mais perto de retomar o grau de investimento, selo de boa pagadora, da agência de classificação de risco Standard & Poor’s. A agência elevou nesta sexta-feira, 10, a nota da empresa de B+ para BB- (dois níveis abaixo do grau de investimento), com perspectiva estável. Ao justificar a elevação, a S&P ressaltou a importância da nova política dos combustíveis da estatal.

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