EspÃrito Santo - O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse nesta terça, que a permanência das Forças Armadas no EspÃrito Santo vai ser prorrogada para além dos dez dias iniciais determinados no decreto assinado pelo presidente Michel Temer em 8 de fevereiro.
- Alexandre de Moraes faz série de reuniões com senadores antes de sabatina
- Um mês após rebelião, Alcaçuz não sabe quantos presos fugiram ou morreram
- Região de Belo Horizonte tem 10 ônibus incendiados em dois dias
- Forças Armadas atuarão com nove mil militares no Rio
- Governo do EspÃrito Santo recusa novo acordo e motim da PM vai ao 11° dia
Inicialmente, o decreto previa a atuação entre os dias 6 e 16 de fevereiro, mas o ministro disse que a situação "requer, sem sombra de dúvida, a prorrogação". "Vamos permanecer o tempo que for necessário, até que a normalidade se reinstaure", disse o ministro, que informou que há cerca de 3,1 mil militares patrulhando o estado.
Jungmann defendeu que a atuação das Forças Armadas se dá em obediência à Constituição e disse que a presença dos militares garantiu a vida da população no estado. "Se elas não tivessem entrado em operação já na segunda-feira e, com isso, derrubado os arrastões, incêndios e saques, a população de lá estaria à mercê de vândalos e teria sua vida em risco."
O ministro comparou as manifestações de parentes de PMs no EspÃrito Santo e no Rio de Janeiro e disse que a área de inteligência do ministério não tem a expectativa de que o movimento fluminense tenha as mesmas proporções que o capixaba.
"[No Rio] é muito diferente da situação no Espirito Santo, onde tivemos um motim com tropas armadas e aquarteladas", disse. "Não temos um problema em termos hierárquicos e não temos um problema em termos da regularidade do policiamento. São coisas distintas e não existe, para nós, a expectativa desse contágio."