Nem convento escapa da crise capixaba

Frei é agredido em assalto. Incêndios criminosos mantêm o clima tenso

Por O Dia

Espírito Santo - Comércio e escolas voltaram a funcionar, mas a situação ainda é tensa na Grande Vitória. Entre segunda e terça-feira, três ônibus foram incendiados.

A Polícia Civil investiga a participação de PMs nos atentados. A Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos recebeu 30 denúncias de envolvimento de policiais em homicídios.

A Secretaria de Segurança afirma que 1,9 mil policiais militares retornaram ao trabalho até ontem.

Militares seguem no patrulhamento das ruas da Grande VitóriaTânia Rêgo / Agencia Brasil

O secretário de Segurança, André Garcia, disse que está fazendo um pente-fino nas 146 mortes ocorridas desde o início da paralisação e disse que o governo vai “radicalizar com quem quer radicalizar”.

Ontem, o Diário Oficial do Estado trouxe uma lista de 155 policiais militares indiciados em virtude da paralisação. Um capitão, um major e dois tenentes-coronéis estão arrolados, assim como 124 cabos e soldados.

Na segunda-feira, um crime atingiu um dos maiores símbolos do estado, o Convento da Penha, em Vila Velha. Um frei de 80 anos, Pedro Engel, foi agredido e amarrado por dois bandidos. Os criminosos roubaram o dinheiro das doações do dia.


Últimas de Brasil