Presidente da CBDA está entre os presos de operação da Polícia Federal

Operação 'Águas Claras' deteve Coaracy Nunes em sua residência no Leblon, na Zona Sul do Rio. PF cumpre outros três mandados de prisão

Por O Dia

Rio - O presidente afastado da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes, está entre os presos da Operação Águas Claras, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira.

Nunes estava em sua residência, no Leblon, na Zona Sul do município e foi levado à sede da superintendência da PF, no Centro. A corporação corrigiu o número de mandados de prisão: são quatro, e não cinco, já contando com o de Nunes. Outros quatro mandados de condução coercitiva e 16 de busca e apreensão também são cumpridos.

A operação investiga cerca de R$ 40 milhões repassados à CBDA e que teriam sido desviados. Os recursos eram públicos, captados através de convênios e leis de fomento ao esporte, sem a devida aplicação.

Coaracy Nunes estava em casa, no Leblon, quando foi surpreendido por agentes da FederalDivulgação

Segundo a PF, ao invés dos valores recebidos serem aplicados corretamente (em incentivos aos esportes aquáticos e na viabilização de práticas esportivas aquáticas), os recursos eram mal geridos ou desviados para proveito pessoal dos investigados.

'Um senhor de 79 anos', diz defesa

O advogado Marcelo Franklin, que defende Coaracy Nunes, afirmou que a prisão é uma "providência severa". Franklin afirma que a operação não considerou o estado de saúde do dirigente de 79 anos e que está à frente da entidade desde 1988.

"Salvo melhor juízo, (a decisão) foi dada por um juiz incompetente. Não considera o fato de o Coaracy não ser mais presidente da entidade, ser um senhor de 79 anos e que foi submetido recentemente a uma cirurgia no cérebro. Não havia necessidade de uma providência tão severa como essa. Essa decisão deve ser reformada muito em breve", declarou o advogado, na sede da CBDA no Rio de Janeiro.

O mandato do Coaracy à frente da CBDA terminou no dia 9 de março O dirigente foi afastado, e o advogado Gustavo Licks foi designado pela Justiça como administrador provisório da confederação enquanto uma nova eleição não é realizada.

Com informações da Agência Estado

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