PSB volta atrás e libera deputados a votarem como quiser sobre reformas

Mudança na Previdência e na lei trabalhista mostra racha. Líder do governo no Congresso é do partido, mas legenda diz não fazer parte da base aliada

Por O Dia

Brasília - Líder da bancada do PSB na Câmara, a deputada Tereza Cristina (MS), decidiu alterar a orientação dada anteriormente e liberou os deputados para votarem como quiserem no requerimento de retirada de pauta da reforma trabalhista, que é analisada nesta terça-feira, em uma comissão especial. A deputada também é vice-líder do governo na Casa, apesar da cúpula do partido dizer que não faz parte da base aliada.

Segundo o líder do governo no Congresso, o deputado André Moura (PSB-SE), já há votos suficientes para aprovar o texto na Câmara A previsão é que a votação termine ainda esta semana.

Deputado André Moura (PSB-SE) é líder do governo no Congresso, mas partido está rachadoGabriela Korossy/Câmara dos Deputados

Tereza disse que, na segunda-feira, o PSB fechou questão no mérito da reforma e que neste momento o que estava em votação na comissão especial era apenas um requerimento de retirada de pauta da matéria. "Como ainda temos a bancada muito dividida, ainda estamos discutindo o encaminhamento a ser dado, vou liberar neste requerimento de retirada", justificou.

A primeira orientação do PSB foi votar a favor do requerimento, o que demonstra a divisão na bancada da sigla na Casa. O deputado Bebeto (PSB-BA) disse que agiu sob orientação do partido ao defender o voto sim. "Ninguém aqui fala por si só", afirmou.

O requerimento de retirada de pauta foi rejeitado em votação nominal por 10 favoráveis ao pedido e 23 contrários. A comissão iniciou a fase de debates nesta terça e a previsão é que o texto da reforma trabalhista vá a plenário nesta quarta-feira, 26.

PPS quer unidade; PR indeciso

Num movimento contrário ao tomado pelo PSB, a cúpula do PPS trabalha para fechar um posicionamento oficial a favor da votação das reformas da Previdência e Trabalhista no Congresso.

Ministro da Cultura, Roberto Freire é presidente licenciado do PPS, que deve fechar questão a favor das ReformasDivulgação

Após encontro com o presidente Michel Temer, que reuniu na última segunda-feira, todos os integrantes do primeiro escalão para pedir apoio às propostas, o ministro da Cultura e presidente do PPS, Roberto Freire, iniciou as conversas para que a legenda feche questão a favor das medidas.

Por outro lado, o Partido da República (PR) ainda não chegou a uma decisão, segundo afirmou o presidente e ex-ministro Antônio Carlos Rodrigues nesta terça-feira. Ele afirmou que irá consultar ao longo do dia o líder do PR na Câmara, Aelton Freitas (MG), para tomar pulso da bancada sobre o posicionamento da maioria dos deputados. "Ainda não tenho uma posição da bancada. Vou falar com o Aelton para ver como está", afirmou Rodrigues.

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