Esplanada: Dúvida em Brasília é se algum senador terá peito para cassar Aécio

O que se viu até sexta-feira na composição do Conselho de Ética do Senado é uma piada pronta

Por O Dia

Brasília - A dúvida em Brasília é se algum senador terá peito para cassar Aécio Neves, que ajudou colegas nos últimos anos em várias frentes. O que se viu até sexta-feira na composição do Conselho de Ética do Senado é uma piada pronta.

O PMDB indicou oito senadores – titulares e suplentes – entre eles os investigados na Lava Jato Romero Jucá (RR), Eduardo Braga (AM) e Jader Barbalho (PA). O Rede, que pediu a cassação, sequer havia indicado para o Conselho o único senador, Randolfe Rodrigues, autor da ação.

Por garantia

O advogado Samuel José Orro protocolou na noite de sexta no STF um habeas corpus para presidente Michel Temer. A assessoria do Palácio jura que ele não pediu nada.

É fato 

Os delegados federais, que conduzem inquéritos que enquadram sacripantas do País, compõem a classe mais respeitada e mais acreditada em sondagens populares.

Vida que segue

Até um ano atrás, era boa a relação dos mineiros Rodrigo Janot, o Procurador Geral da República, e Aécio Neves, o agora quase ex-senador – que se conheceram muitos anos atrás. Janot lavou a alma ao pedir sua prisão, porque até internamente era cobrado diante de tantas evidências contra o tucano.

Precavido

O diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo Carvalho, preso pela PF outubro passado, se reuniu a portas fechadas com os agentes subordinados na noite de quarta. Na manhã seguinte surgiu a operação de busca e apreensão no Senado.

Pai de santo...

O deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) e a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) reagiram com ironia ao serem indagados sobre o futuro do governo Temer. “Você está precisando de um pai de santo; prognóstico a essa hora não é fácil”, ironizou Miro.

...e cigana

No mesmo tom, Rose de Freitas despistou: “Não sou cigana: não adivinho e não leio a mão”. Ambos estavam tensos. Ele, da oposição, e ela, apesar de ser base, uma crítica.

Vai mal

A situação do senador Eduardo Braga (PMDB-AM), ex-governador do Amazonas, se complicou muito na Lava Jato.

Limpeza geral

No MP Federal é certo que a JBS vai seguir a linha da Odebrecht para se livrar na Justiça brasileira e em outros países: vai escalar os executivos que trataram de propinas diretamente com políticos e gestores. Será uma prestação de contas gerais.

Aliviado

Filho de Sérgio Cabral, o deputado federal Marco Antonio (PMDB-RJ) se diz tranquilo, e os autos da delação de Joesley, da JBS, comprovaram: “Não há nenhuma citação ao meu nome. Reafirmo que jamais me reuni com Joesley Batista ou com qualquer executivo do grupo, que jamais recebi qualquer tipo de propina”.

Au revoir?

Diplomatas comemoraram, discretos, a notícia de que o chanceler Aloysio Nunes pode sair. Como o antecessor, José Serra, ele enfrenta resistência da categoria principalmente após a edição de recentes portarias de remoções de oficiais e assistentes de Chancelaria.

eBay no Brasil

O bilionário francês criador do site eBay, Pierre Omidyar, investe pela primeira vez em políticas públicas no Brasil. Aportou R$ 4 milhões do seu fundo Omidyar Network no Colab.re, rede social que permite fiscalizar a qualidade dos serviços públicos.

Rurais na tela

O programa Novos Rurais, da Souza Cruz, que investe em jovens empreendedores para agricultura familiar, ganhará documentário da TVa2 em parceria com o Instituto da empresa. Mostrará histórias de superação de jovens dos estados do Sul e do Rio.

Coluna de Leandro Mazzini, com Walmor Parente (DF), Tadeu Pinto (DF), Beth Paiva (RJ) e Henrique Barbosa (PE)

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