'Nosso compromisso com o Brasil é inquebrantável' diz Michel Temer

Em discurso no 'Fórum de Investimentos Brasil 2017', presidente ressaltou que seu governo colocou o país no 'caminho do desenvolvimento'

Por O Dia

Brasília - O presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira, que o seu governo deu ao Brasil o caminho do desenvolvimento, "do qual não se afastará". O peemedebista disse ainda que não permitirá que medidas populistas, que provoquem retrocesso no país, voltem a ser adotadas. "Nosso compromisso com o Brasil é inquebrantável", salientou a representantes de mais de 40 países que participam do Fórum de Investimentos Brasil 2017, organizado pelo governo em São Paulo, em conjunto com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Temer disse logo no início de seu discurso que seria cômodo deixar para seu sucessor as reformas necessárias. Mas a decisão foi oposta e o governo resolveu tocar uma agenda de medidas estruturais. "Concluímos o primeiro ano de trabalho duro, sério e disciplinado", comentou, ressaltando que cada passo que o guiou foi marcado pela responsabilidade.

Michel temer discursou esta segunda durante o 'Fórum de Investimentos Brasil 2017'Marcos Corrêa/PR

O presidente da República disse aos investidores presentes no evento que eles encontram um governo determinado a completar reformas que estão transformando o Brasil. "Os senhores encontram aqui uma economia que se recupera e se moderniza", observou ele aos investidores presentes.

Temer ressaltou que o legislativo não é um apêndice, mas está integrado ao governo nacional. "Temos muito diálogo com o Congresso", disse ele, ressaltando que há completa interação entre as duas casas, a Câmara e o Senado.

O peemedebista falou também da queda da inflação, que está abaixo da meta do Banco Central.

Sem Plano B

O presidente disse para investidores em São Paulo que se "de fato queremos um futuro melhor, não há plano B".

Temer fez um balanço de seu primeiro ano de governo e ressaltou a mudança na gestão das estatais e o bom funcionamento das instituições. "Demos uma injeção de profissionalismo nas nossas estatais", afirmou Temer, destacando ainda que seu governo colocou fim à "política equivocada das campeãs nacionais", estratégia do governo anterior de criar empresas que poderiam competir internacionalmente.

Ao falar da retomada da economia, Temer disse que a "recuperação começa agora" e que em abril houve superávit primário de R$ 12 bilhões, além de criação de vagas de emprego. "Deixamos para trás a maior recessão que o Brasil já conheceu." Além disso, ele destacou que a liberação das contas inativas do FGTS deve irrigar o País com R$ 40 bilhões.

"Restabelecemos no País o ambiente de respeito aos contratos", comentou Temer. "Fizemos muito em pouco tempo e não é sem razão que o Brasil volta a crescer."

'Palavras equivocadas'

Na parte final do seu discurso, o presidente da República reforçou o compromisso em manter em curso as reformas as quais seu governo se propôs a fazer. Sobre a reforma da Previdência, ele disse que as regras atuais são generosas com os que não precisam.

"Vejo pessoas com frequência dizendo que vamos tirar direitos adquiridos como se isso fosse possível, como se fôssemos contra a Constituição", disse Temer. Ele se queixou do que chamou de "palavras equivocadas" faladas ultimamente de que as pessoas só vão se aposentar quando morrerem.

"Não são os mais pobres que ganham mais", disse Temer, acrescentando que 63% da população recebe salário mínimo. "Os que querem manter privilégios é que combatem a reforma da Previdência. As reformas trabalhistas e previdenciária vão fazer o Brasil crescer", disse Temer.

"Estamos colocando o Brasil nos trilhos e quem assumir o País em 2018 vai o encontrá-lo organizado, nos trilhos", afirmou o presidente. Ele disse que tem falado aos investidores internacionais que o Brasil tem todas as condições para crescer por estar fora dos focos de tensão, não tem conflitos étnicos e está fora da área do terrorismo.

Requião demonstra apoio a Renan Calheiros

?O senador Roberto Requião (PMDB-PR) saiu em defesa do líder do partido na Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), após reunião de senadores com o presidente Michel Temer, que teriam articulado a saída de Calheiros da liderança. O paranaense disse, em sessão plenária no Senado, que espera ser "brincadeira" a mudança do líder de partido e subiu o tom ao lembrar do caso do deputado federal afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), flagrado com uma mala de dinheiro, e sugerir que a retirada de apoio a Renan seria "compensada".

"Eu recebi no Twitter uma outra brincadeira, eu quero crer que é uma brincadeira. Agora o governo quer mudar a liderança do meu partido, do PMDB", disse Requião. "Aqui um dos meus interlocutores diz o seguinte: corre nos corredores do Senado a notícia de que quem tirar a assinatura posta anteriormente para a indicação do líder vai receber uma mala igual àquela do Rodrigo Rocha Loures, numa pizzaria do Brasil qualquer."

O trecho em que Requião fala na sessão foi publicado em seu Twitter, acompanhado de outras postagens críticas ao governo e às reformas. O senador também repetiu o comentário em referência a Rocha Loures na rede social.

Apesar de ser do mesmo partido de Temer, Requião faz parte da ala oposicionista da sigla ao Planalto. Além de defender a paralisação das reformas do governo, o senador também se diz a favor de eleição direta para a escolha de presidente.

Jucá confirma votação de reforma trabalhista para o dia 6 de junho

?O líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), confirmou que os parlamentares da base governista cumprirão acordo costurado com os senadores da oposição para a tramitação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. "Nós vamos cumprir nosso acordo. Encerraremos a discussão e votaremos (o parecer) apenas na próxima terça-feira", disse.

Em seguida, o senador governista lembrou aos colegas da oposição que, caso o acordo seja quebrado, a base governista estará "liberada para qualquer movimento". Logo no início da sessão, os senadores Jucá e Paulo Paim (PT-RS) citaram a costura do acordo.

Os dois senadores mencionaram que há entendimento para que ocorra a discussão de mérito do tema nesta sessão e a votação do parecer apenas na próxima semana. 

Últimas de Brasil