Jovens são queimados vivos em cela

Instituição abriga jovens infratores. Para delegados, assassinatos foram motivados por rixas internas

Por O Dia

Paraíba - Os delegados Ellen Maria e Antônio Lopes, da Central de Polícia de Campina Grande, na Paraíba, informaram ontem que cinco dos sete adolescentes assassinados na rebelião em Lagoa Seca, que ocorreu no sábado, foram queimados vivos dentro de uma cela no Centro Socioeducativo Lar do Garoto.

A instituição abriga jovens infratores. Os policiais são os responsáveis pela investigação do caso. Para os delegados, os assassinatos foram motivados por rixas internas.

Segundo Ellen e Lopes,as vítimas foram trancadas na cela destinada a presos provisórios. Colchões e outros objetos foram queimados. Os cinco acabaram atingidos pelo fogo e morreram carbonizados.

De acordo com os policiais, outros dois detentos sofreram espancamentos com barras de ferro até a morte no pátio da unidade. E em seguida, um deles teve o corpo queimado mesmo depois de morto.

Conforme a polícia, quatro internos, todos maiores de 18 anos, são suspeitos de terem comandado o motim e os assassinatos. Três foram detidos no sábado. O outro conseguiu fugir do Lar do Garoto e está foragido.

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