Por thiago.antunes

Brasília - A base de apoio do governo Temer impediu o avanço, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, da discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece eleições diretas em caso de vacância do cargo de presidente até seis meses antes do fim do mandato.

Com receio de não ter votos suficientes para barrar a PEC, a base aliada veio munida de uma série de requerimentos e não houve tempo para o debate do mérito. Desde que a crise se agravou com a divulgação da delação premiada do empresário Joesley Batista, da JBS, em meados de maio, a oposição tenta votar a PEC de autoria de Miro Teixeira (Rede-RS).

A sessão começou por volta das 10h45 e os governistas anunciaram o ‘kit obstrução’. “Obstrução sim para o Brasil continuar crescendo em paz”, alegou o vice-líder do governo, Darcísio Perondi (PMDB-RS). Perondi acusou a oposição de querer “colocar fogo no país” e impedir a retomada do crescimento econômico. “Eleição direta agora é querosene puro”, completou.

Ciente de que haveria obstrução, a oposição veio munida de placas de protesto com os dizeres: “Vampiro teme a luz, corrupto teme diretas”.

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