Discurso sobre médicos fingirem trabalhar não era para todos, diz ministro

Ricardo Barros afirma defender aumento de salários para atrair profissionais para a saúde pública

Por O Dia

Rio - O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse em discurso nesta quinta-feira, em Brasília, que não se referia a todos os profissionais de saúde quando, na semana passada, falou que médicos fingem que trabalham enquanto o governo finge que paga. O ministro afirmou que esteve com representantes dos conselhos regionais de medicina para explicar a declaração

"Nós estávamos falando que pagávamos pouco e eles também não cumpriam a carga horária. O salário não era adequado. A todos os médicos do Brasil, não se sintam ofendidos, porque não foram a eles dirigidas as nossas palavras", disse. Barros afirmou que se referia exclusivamente aos profissionais da atenção básica que não cumprem o horário

O ministro da Saúde%2C Ricardo BarrosAgência Brasil

Na semana passada, ao anunciar para 300 secretários de saúde reunidos em Brasília, o aumento de R$ 1,7 bilhão para ampliar o atendimento nos postos de saúde, o ministro defendeu reajuste de salários do SUS para atrair profissionais para a saúde pública e resumiu: "Vamos parar de fingir que pagamos o médico e o médico fingir que trabalha”.

A expressão que utilizei foi retirada do seu contexto. Na sequência, reforcei com outras palavras: “nós vamos pagar um salário justo para o médico e exigir que eles estejam à disposição da população”. Também valorizei o trabalho dos profissionais dedicados, aqueles que “carregam o piano”, com vocação para o serviço público, disse. Segundo Barros, o discurso tratou da necessidade de enfrentar a falta de médicos nos postos de saúde

Ricardo Barros disse ser o ministro que mais dialoga com os médicos e ouve os pleitos da categoria. O ministro disse fazer questão de dialogar para aprender quais são os problemas e que espara avançar com a cooperação de todos.

O que disse o ministro da Saúde:



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