Dono de barco que naufragou no Pará diz que não havia controle de passageiros

Em depoimento à Polícia, Alcimar Almeida da Silva também revelou que a embarcação fazia o dobro do trajeto permitido

Por O Dia

Belém - O proprietário do barco que naufragou nesta terça-feira, no Rio Xingu, no Pará, revelou em depoimento à polícia que o barco não tinha controle de passageiros. O acidente acabou deixado 21 pessoas mortas outras 4 desaparecidas.

Barco afundou no Rio Xingu na última terça-feiraReprodução TV Globo

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do estado (Segup), Alcimar Almeida da Silva afirmou que havia cerca de 50 pessoas na embarcação contando com passageiros e tripulação. O proprietário também revelou que fazia as viagens com autorização da Marinha do Brasil, que teria liberado Alcimar para fazer trajetos até o município conhecido como Prainha. Segundo a Agência Estadual de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon-PA), o barco não estava apto para transportar passageiros.

No depoimento, Alcimar confirmou que a embarcação, que iria para Vitória do Xingu, fazia quase o dobro do trajeto permitido. Após ultrapassar a região de Prainha, o barco afundou por volta das 22h desta terça-feira em uma área conhecida como Ponte Grande do Rio Xingu, entre os municípios de Porto de Moz e Senador Porfírio.

"A tripulação disse ter visto, no horizonte, algo com o formato de um funil, acompanhado de muita chuva e vento forte, e que teria pego o barco pela popa e o afundado. De acordo com os relatos, a embarcação girou e afundou em seguida”, disse o delegado Elcio de Deus, de Porto de Moz.

As buscas por desaparecidos devem ser retomadas nesta sexta-feira. Equipes do Corpo de Bombeiros, Marinha e Capitania dos Portos do Amapá auxiliam nos trabalhos na região.

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