PGR pede absolvição de Lula na acusação de compra de silêncio de Cerveró

Procurador afirma que não há provas de que ex-presidente e o banqueiro André Esteves participaram do esquema criminoso

Por O Dia

Brasília - O procurador da República, Ivan Cláudio Marx, pediu a absolvição do ex-presidente Luiz InácioLula da Silva no processo que apura a tentativa de compra do silêncio do ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró. Em alegações finais, o Ministério Público Federal se manifestou também pela absolvição do banqueiro André Esteves. O procurador afirma que não há provas de que eles participaram do esquema criminoso.

Na avaliação do Ministério Público Federal, devem ser condenados o ex-senador Delcídio Amaral (ex-PT-MS) o advogado Edson de Siqueira Ribeiro Filho e os demais denunciados: Maurício Barros Bumlai, José Costa Barros Bumlai e Diogo Ferreira Rodriguez. No caso de Diogo, benefícios decorrentes da colaboração devem ser mantidos.

Em alegações finais, o Ministério Público Federal pediu que Delcídio perca os benefícios assegurados no acordo de colaboração premiada. A Procuradoria da República afirma que o ex-parlamentar mentiu sobre fatos que levaram à abertura de ação penal contra sete investigados.

Na manifestação, o procurador reconstitui a forma como, segundo as provas dos autos, ocorreu o fato que gerou a denúncia: o pagamento de R$ 250 mil para que Cerveró não firmasse acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal ou que, em o fazendo, protegesse Delcídio Amaral. A narrativa foi construída a partir das provas reunidas durante a instrução processual, bem como de informações extraídas dos depoimentos de testemunhas e do interrogatório dos próprios denunciados. Para o procurador, ao contrário do que afirmou Delcídio Amaral - tanto na colaboração quanto no depoimento dado à Justiça -, o pretendido silêncio de Cerveró, que à época cumpria prisão preventiva, não foi encomendado ou interessava a Lula, mas sim ao próprio senador.ernando Antônio Falcão Soares".

A ação penal está em tramitação desde dezembro de 2015. Na época, como Delcídio era senador, a ação penal foi proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal. Inicialmente, quatro pessoas foram denunciadas. No entanto, em abril de 2016, após acordo de colaboração do então senador, houve uma ratificação, com o acréscimo de mais três envolvidos. Com a cassação do mandato do parlamentar a ação foi enviada à 10ª Vara Federal, em Brasília, onde o caso será julgado.

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