Por lucas.cardoso
Publicado 13/09/2017 18:56 | Atualizado 13/09/2017 20:01

Brasília - A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, na tarde desta quarta-feira, o pedido feito pela defesa do presidente Michel Temer que defende a suspeição de Rodrigo Janot, para atuar em investigações relacionadas a Temer, iniciadas a partir das delações da JBS. Ao fim da votação, a Corte foi unânime contra a suspeição do procurador-geral da República. 

Defesa de Temer afirma que Janot não teve cuidado na hora de revelar a delação dos empresários BatistaAFP

Os ministros seguiram voto proferido pelo relator do caso, ministro Edson Fachin, que negou o mesmo pedido antes de o recurso chegar ao plenário. No voto proferido na sessão desta tarde, o relator disse que não há indícios de que Janot atuou de forma parcial e com “inimizade" em relação a Temer.

Segundo a Fachin, declarações do procurador à imprensa não podem ser consideradas como causa de suspeição. Na ação, a defesa de Temer também cita uma palestra na qual Janot disse que, "enquanto houver bambu, lá vai flecha", fazendo referência ao processo de investigação contra o presidente.

Votaram com o relator os ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Marco Aurélio, e a presidente, Cármen Lúcia. 

No início do julgamento, a defesa do presidente Temer voltou a afirmar que Janot agiu de forma parcial nas investigações envolvendo o presidente. Ao subir à tribuna da Corte, o advogado Antônio Claudio Mariz, representante de Temer, disse que a prisão dos empresários Joesley e Wesley Batista, em cujas delações foram baseadas as acusações, podem indicar que Janot não teve os devidos cuidados na investigação.

Com informações da Agência Brasil

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