Esplanada: aliados vão reforçar articulação para livrar Meirelles de CPI

Ministro da Fazenda tem quatro requerimentos de convocação à espera

Por O Dia

Brasília - Não é só o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – com cinco requerimentos de convocação na gaveta – o blindado em acordão político na CPI mista da JBS-BNDES. Em maioria na Comissão, os aliados do Palácio do Planalto vão reforçar a articulação para enterrar os quatro requerimentos de convocação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Ele é ex-CEO do Grupo J&F, holding dos irmãos Batista. Lula e Meirelles – que também foi presidente do Banco Central nas duas gestões do petista no Planalto – seriam os dois homens que mais poderiam colaborar com informações.

Nem tão aliados

Dois requerimentos foram apresentados por deputados do PSDB, partido que tem quatro ministros no Governo. Os autores são Izalci Lucas (DF) e João Gualberto (BA).

Cofrinho

Entre gabinetes de grandes investidores no eixo Rio-São Paulo, o que se diz é que Meirelles ganhou R$ 200 milhões à frente da J&F, que ajudou a internacionalizar.

Menino do Rio

Aliás, Meirelles tem dois apartamentos fechados no Rio de Janeiro, para seu uso pessoal a passeio todo mês, tamanho seu carinho pela cidade, apesar do caos na segurança.

Batalha no MPF

A queda do procurador eleitoral Sidney Madruga (por falar demais) da equipe da Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, é só um capítulo da guerra velada no MP Federal. Dodge está de olho, sim, na turma do antecessor Rodrigo Janot – e na atuação do próprio colega na condução da delação premiada dos irmãos Batista. Como a Coluna já citou no dia da sua posse, não será surpresa se Dodge investigar Janot.

Vergonha brazuca

Um expert em ONU destaca que a tribuna da respeitada instituição, há muitos anos, tornou-se um palanque para os presidentes brasileiros que por lá discursam. A oportunidade é para citar as relações internacionais do Brasil e debater problemas mundiais. Mas todos, todos fazem balanço de Governo, e ninguém lá quer saber disso.


Batalha...

A presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal de São Paulo, Tânia Prado, enviou na sexta carta aberta ao colega Sandro Avellar, presidente da Federação Nacional de Delegados de PF (Fenadepol), que apoiou em nota nomes para a direção-geral da corporação. É mais um episódio da batalha interna da PF.

...dos Delegados

A delegada, ligada à Associação Nacional dos Delegados de PF, lembrou que a ADPF tem lista tríplice para o comando. Que, claro, não são os indicados da Fenadapol.

Só festa

Deputados e senadores do DEM que participaram do jantar com o prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), fizeram questão de turbinar a divulgação as imagens do festivo encontro. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), é o mais sorridente.

Apressado

João Dória está tão em campanha para presidente da República que na última sexta-feira foi o mais ovacionado palestrante na convenção nacional do.. Partido Solidariedade.

Abafa-Denúncia 2

O Palácio deflagrou a “Operação Abafa-Denúncia 2” na Esplanada dos Ministérios. Já está pronta a nova planilha de liberação de emendas e programas do Governo. Serão novamente usados para agradar prefeitos que têm poder de influência sobre os deputados federais. E são centenas as obras paradas Brasil adentro à espera de verbas.

3 em 1

A situação judicial do presidenciável Jair Bolsonaro é complicada. Ele responde a três processos. Dois na área penal e um na cível. Perdeu para a deputada Maria do Rosário no STJ (cível, que não o deixa inelegível) e é alvo dela em ação penal no STF naquele caso lamentável sobre ela não merecer ser estuprada.

Quilombolas

Sobre a derrota do STJ, Bolsonaro vai recorrer ao STF. Mas há outro processo, longe de holofotes, que ganha corpo. É movido pelo Ministério Público em defesa de quilombolas, sobre injúria racial. Todavia, o processo que ameaça tirar Bolsonaro da disputa é a ação no Supremo movida pela deputada petista.

Ponto Final

Sondagem da Paraná Pesquisas, um dos institutos que mais acertaram nas eleições de 2014: Aprovação de Michel Temer está em 15,4%. A massa, 81,3%, o reprovam.

Coluna de Leandro Mazzinni

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