PF indicia filhos de Jucá por peculato, lavagem e organização criminosa

Herdeiros do senador são suspeitos de participação em um esquema que desviou R$ 32 milhões por meio de um superfaturamento na compra de um imóvel em Boa Vista

Por O Dia

Roraima - A Polícia Federal informou nesta quinta-feira, que indiciou dois filhos do senador Romero Jucá (PMDB/RR), líder do Governo no Senado, na operação 'Anel de Giges'. Segundo a PF, o ex-deputado estadual Rodrigo de Holanda Menezes Jucá e sua irmã Marina de Holanda Menezes Jucá foram indiciados pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

PF deflagrou operação contra filhos e enteados de Jucá nesta quintaDivulgação PF

Segundo a PF, a 'Anel de Giges' investiga suposto desvio de R$ 32 milhões por meio do superfaturamento na aquisição da Fazenda Recreio, localizada em Boa Vista e na construção do empreendimento Vila Jardim, do projeto Minha Casa Minha Vida no bairro Cidade Satélite, na capital de Roraima.

Ainda de acordo com a PF, as penas previstas para os crimes atribuídos aos filhos de Jucá chegam até 30 anos de reclusão - em caso de condenação. "As investigações continuam, com análise do material apreendido e apuração do envolvimento de outros integrantes nas práticas criminosas", destacou o delegado Alan Robson.

Também são investigadas na operação duas enteadas de Jucá, Luciana Surita da Motta Macedo e Ana Paula Surita Motta Macedo, filhas da prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (PMDB). Elas e os filhos de Jucá foram conduzidos coercitivamente pela PF, por ordem da Justiça Federal. O superintendente da Caixa em Roraima, Severino Ribas, é outro investigado.

A PF suspeita das transações decorrentes da venda da Fazenda Recreio para a construção do empreendimento Vila Jardim. Os investigadores miram os procedimentos internos da Caixa de fiscalização e aprovação do empreendimento.

Defesas

Em sua página no Facebook, Jucá publicou uma nota sobre o caso na qual repudia a imprensa. 

A assessoria de imprensa da Caixa também se manifestou. "Com relação à Operação Anel de Giges, realizada nesta quinta-feira (28/09), a Caixa Econômica Federal esclarece que as informações estão sendo repassadas exclusivamente às autoridades competentes A Caixa esclarece que mantém contato permanente com as autoridades competentes, prestando irrestrita colaboração com as investigações e operações policiais."

Últimas de Brasil