Esplanada: Marx Beltrão e Fernando Bezerra Coelho estão de aviso-prévio

Ministérios de peso não têm convertido apoio ao presidente Michel Temer

Por O Dia

Brasília - Chegou a hora do acerto. Na balança do jogo do Poder na relação Palácio-Congresso, há dois ministérios de peso que não têm convertido apoio ao presidente Michel Temer. Estão de aviso-prévio os ministros do Turismo, Marx Beltrão (PMDB), e de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho, que trocou o PSB pelo PMDB.

O primeiro tem como um dos padrinhos Renan Calheiros, desafeto de Temer e palacianos; e o segundo é neófito no PMDB e não traz votos, diante de um ministério tão representativo – e cobiçado por outras legendas. Temer esboça entregar as pastas às bancadas do PP e do próprio PMDB – à ala que lhe virou as costas – além do PR de Valdemar da Costa Neto. 

Dinheiro na conta

O ministro Bezerra só se segura no cargo porque o Palácio aguarda o resultado dos leilões de petróleo tocados hoje pela ANP. Independentemente do resultado, ele frita.

Recado

O placar de 23 deputados do PSDB contra Michel Temer, e só 20 a favor, foi recado para Aécio Neves, aliado do presidente: senador, saia do comando do partido.

Aju$te

Elaborados pela equipe econômica e revisados pela Casa Civil, estão prontos os projetos de lei que serão enviados ao Congresso para tentar ajustar as contas em 2018. O presidente Temer enviaria as propostas por Medidas Provisórias. Mas recuou após o reclame dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira. A conta da crise será paga pelos servidores públicos.

Sem reaju$te

Os projetos do Executivo que passarão pelo crivo da Câmara e do Senado determinam, por exemplo, o aumento de contribuição previdenciária de 11% para 14%, extinção de cargos, adiamento do esperado reajuste dos servidores e reestruturação de carreiras.

Casa de Escorpiões

O Anexo 4 da Câmara Federal, onde estão cerca de 400 gabinetes das excelências, está infestado de escorpiões. Servidores que chegaram para trabalhar na quarta (25) se depararam com alguns transitando pelos nos corredores de acesso aos gabinetes.

Cadeia (alimentícia) 

Segundo comunicado da Câmara, os escorpiões saíram dos esconderijos porque... sumiram as baratas, após ampla e forte dedetização.

A conta aí!

Nesse cofre aberto do Palácio com a Câmara para manter Temer, o déficit do Governo em setembro ficará perto de R$ 23 bilhões – muito acima dos R$ 9 bilhões registrados no mês de agosto. A estimativa é do Instituto Fiscal Independente, do Senado.

Pode?

Enquanto o presidente do Podemos, senador Álvaro Dias (PR), denunciava o “balcão de negócios” do Governo, deputados da legenda – como Aluisio Mendes (MA), vice-líder na Câmara; Ademir Camilo (MG), Jozi Araújo (AP) e Sinval Malheiros (SP) – engrossavam a fila de apoio ao presidente no Palácio.

Faroeste caboclo

Capangas de fazendeiros foram vistos por populares com galões de gasolinas em motos e tratores provocando incêndio no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, um paraíso que arde em chamas há semanas. Cadeia neles!

Olhar britânico

Os investidores estrangeiros já estão de olho na eleição brasileira. A BBC de Londres prepara reportagem sobre políticos. Eduardo Suplicy foi um dos entrevistados numa ampla lista nas mãos de repórter especial.

Gás...

Depois do presentão da Petrobras no Governo Dilma, que em 2014 comprou R$ 400 milhões em gás boliviano pagos antecipados, na iminência da reeleição de Evo Morales, o presidente vem com pires nas mãos conversar com Temer em novembro. Quer mais.

...na conta

O governador de Tarija, onde ficam os poços de gás da Petrobras na Bolívia, soltou: “Que lástima! O Brasil questiona o ditador Maduro (Venezuela), mas recebe muito bem o ditador Evo Morales”. O boliviano virá a Brasília se reunir com Temer mês que vem.

Justiça do Paraná

Completam-se em novembro 17 anos da morte de Maria Estela Correa Pacheco, que caiu do apartamento de Mauro Janene Costa (sobrinho do falecido deputado José Janene) em Londrina. Suspeito de jogá-la do 12º andar, não foi julgado até hoje. Segundo informes, ele mora em Assunção, Paraguai.

Ponto Final

Do deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), e faz sentido: 'Dizem que o MP quer criminalizar a política. Não é o MP quem criminaliza, é quem entra na política para cometer crimes'.

Coluna de Leandro Mazzinni

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