Esplanada: Uber corre sério risco de desaparecer do Brasil

Pressionados por sindicatos de taxistas, vereadores cobram senadores e deputados apoio contra aplicativos

Por O Dia

Brasília - O Uber corre sério risco de desaparecer do Brasil. Os vereadores de todo o País, pressionados pelos sindicatos de taxistas, estão por trás da pressão sobre os senadores – que devem votar hoje uma proposta que proíbe o aplicativo de smartphones – e pressionam também os deputados da Câmara.

Os vereadores são os maiores cabos eleitorais dos congressistas, e às vésperas da campanha de 2018 não vão apoiar quem votar contra o sindicato. Se o texto for alterado, volta para a Câmara e o Uber ganha tempo para articular. O autor é o deputado Carlos Zaratini (PT-SP) e o relator no Senado é Pedro Chaves (PSC-MS).

Jogo duro

O Uber contratou lobistas, entre eles o consultor Ivo Mota Correa, ex-subchefe da Casa Civil do Governo de Dilma Rousseff e testemunha dela no processo do impeachment.

Na pista

Já os consultores do Sindicato dos Motoristas de Transporte Individual por Aplicativo, o Simtraple, pelo Uber, tentarão derrubar itens do texto

Na pista 2

O Simtraple quer tirar a obrigatoriedade da placa vermelha para Uber, impedir que apenas o proprietário dirija e ampliar a área de atuação para regiões metropolitanas.

Te cuida, Evo

O presidente Evo Morales responde ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos pela morte do irlandês Michael Dwyer em Santa Cruz de la Sierra. Foi a investigação dessa morte que trouxe em fuga para o Brasil o promotor Marcelo Ricardo Sosa, que pede asilo político no Brasil, porque descobriu muitas coisas estranhas.

Cidadão comum

É comum encontrar o ministro do STF Luiz Fux ‘escondido’ nos voos comerciais na ponte aera Rio-Brasília, no meio do avião. Na sexta ele voou para o Rio ‘camuflado’ com óculos de sol e fones de ouvido. Joaquim Barbosa, como presidente da Corte, evitava os jatinhos da FAB, mas exigia sempre a primeira fileira.

Fôlego da Uerj

Veja como a Uerj tem fôlego em tempos de crise. Este ano uma turma de Direito ganhou menção honrosa em Viena, Áustria, num trabalho sobre Arbitragem. Agora, a equipe venceu neste fim de semana um campeonato nacional de Arbitragem judicial em São Paulo, no qual participaram 72 equipes e 1.200 estudantes.

Escanteado

Apesar de o presidente Temer garantir que ele fica, o ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) foi “escanteado” da articulação política do Governo.

Faz de conta

O MPF no Paraná obriga a União a combater tráfico e contrabando com ‘metas e cronograma’ na tríplice fronteira e o Governo continua no faz de conta, sem policiais federais suficientes ou Forças Militares. “Estamos tratando de segurança nacional, que exige atuação extraordinária para lidar com o crime organizado, que está dominando as regiões de fronteiras”, frisa o deputado Efraim Filho.

Aí fica difícil

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, negou à CPMI da JBS-BNDES acesso aos processos e ao andamento das investigações que envolvem o grupo.

Sigilo

Em resposta de duas páginas encaminhada aos senadores, o presidente do Coaf, Antônio Gustavo Rodrigues, pontua que “incide sigilo bancário sobre os dados” e há “um conjunto de formalidades que deve ser obedecido sob pena de tornarem-se evidências ou provas inválidas e vir a anular todo o esforço da CPMI”.

Viva Drummond!

Viva Carlos Drummond de Andrade, que faria 115 anos em 2017! Gênio de seu tempo, foi também um crítico sarcástico e discreto do modus operandi da política. Entre as pérolas que deixou, essa frase tão pertinente hoje, se levado em conta a tentativa de acerto das contas do Governo: “Pagamos o débito do passado endividando o futuro”.

Correção

Ao contrário do publicado, na nota “Pode?”, a presidente do Podemos é a deputada Renata Abreu (SP) e não o senador presidenciável Álvaro Dias (PR).

Ponto Final

Uma revista citou que o pré-sal brasileiro já compete com o petróleo do Oriente Médio. Mas há um abismo que separa as duas regiões quando o assunto é resultado: lá eles sabem investir nos países. Aqui, o dinheiro some nas profundezas do oceano. 

Coluna de Leandro Mazzini

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