Manifestantes realizam protestos contra a Reforma Trabalhista ao redor do país

Sindicatos fazem mobilização contra alteração nas leis trabalhistas sancionadas pelo presidente Michel Temer

Por O Dia

São Paulo - Manifestantes realizam na manhã desta sexta-feira, protestos em diversas capitais do país contra as mudanças propostas pelo governo na reforma trabalhista. Em Brasília, manifestantes se reúnem desde às 9h na Praça do Servidor, na Esplanada dos Ministérios. 

Protestos contra a Reforma Trabalhista mobiliza sindicatos ao redor do paísReprodução Twitter

Em São Paulo, a Polícia Militar informou que diversas pessoas se reúnem na Praça da Sé, na região central da cidade, desde o início da manhã, assim como no terminal Varginha, na Zona Sul. A previsão é de que o protesto da Sé se encaminhe para a Avenida Paulista.

Em Curitiba, o sindicato dos metalúrgicos da capital paranaense começaram os protestos por volta das 4h da manhã. A estimativa é que mais de 30 mil funcionários da categoria paralisem as atividades nesta sexta.

Centrais sindicais também realizam uma manifestação nesta manhã, em Salvador. Os manifestantes fecharam pistas e bloquearam ruas na capital baiana, causando grande congestionamento.

No Rio Grande do Sul, o Sindicato dos Metalúrgicos realiza uma mobilização em frente ao Complexo Industrial da GM, em Gravataí, na Região Metropolitana do Estado. De acordo com a Polícia Rodoviária Federaol, os manifestantes a 3ª faixa de entrada da BR-290, causando cerca de 1 km de congestionamento.

No Rio, representantes sindicais ocupam um trecho da Avenida Francisco Bicalho, na altura da linha férrea, na Zona Portuária. Manifestantes atearam fogo em pneus e interditaram a via. Logo cedo, dois manifestantes incendiaram um carro na Ponte Rio-Niterói, abandonaram o veículo e deixaram o local em duas motos. Perto do carro, eles deixaram uma faixa com os dizeres: "Podres poderes. Trabalhador resiste".

As novas regras das relações trabalhistas no Brasil entram em vigor no sábado, dia 11 de novembro. Elas foram aprovadas pelo Congresso e sancionadas pelo presidente Michel Temer em 13 de julho.

Os protestos também foram convocados em Alagoas, Brasília, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

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