Por marta.valim

Rio de Janeiro -  O emprego no setor industrial permaneceu estável de janeiro para fevereiro deste ano, na série com ajuste sazonal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Na comparação com fevereiro de 2013, houve queda de 2%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes) divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE. O crescimento nulo do emprego na indústria em fevereiro interrompe um período de três taxas negativas seguidas – quando o desemprego acumulado ficou em 0,6%.

Com o resultado de fevereiro, o emprego na indústria acumula nos últimos 12 meses (a taxa anualizada) queda de 1,3%.  No primeiro bimestre do ano, a taxa de emprego acumula queda de 2%. 

O recuo de 2% no nível de pessoal ocupado na indústria na comparação fevereiro de 2014/fevereiro de 2013, é o vigésimo nono resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação. Já o índice de menos 2% no resultado acumulado para o primeiro bimestre de 2014, intensifica, segundo o IBGE, o ritmo de queda frente ao segundo (-0,5%), terceiro (-1,2%) e quarto (-1,7%) trimestres de 2013 – ou seja, em todas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.

A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 1,3% em fevereiro de 2014, manteve a trajetória ligeiramente descendente iniciada em agosto do ano passado (-1,0%).

O número de horas pagas em fevereiro ficou estável entre janeiro e fevereiro, enquanto a folha de pagamento real teve alta de 1,6%.

Regiões

Houve queda no emprego industrial em fevereiro em 12 dos 14 locais incluídos na pesquisa. O principal impacto negativo sobre a média global veio de São Paulo, o mais importante parque fabril do país. O emprego no estado caiu 3,1% em relação a fevereiro de 2013, pressionado pela redução dos postos de trabalho em 12 das 18 atividades.

O IBGE destacou ainda os resultados negativos registrados no Rio Grande do Sul,  com queda de 4,1%; Paraná (-2,8%); na Região Nordeste (-0,8%) e em Minas Gerais (-0,9%).

Por outro lado, Pernambuco  e as regiões Norte e Centro-Oeste mostraram contribuições positivas para o emprego industrial do país.  O emprego em Pernambuco registrou crescimento de 2%, enquanto as regiões Norte e Centro-Oeste tiveram alta de 0,5%.

Setorialmente,  o total do pessoal ocupado assalariado recuou em 13 dos 18 ramos pesquisados em fevereiro, com destaque para as pressões negativas de máquinas e equipamentos (-5,6%), produtos de metal (-6,2%), calçados e couro (-7,8%), e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-6,5%).

O principal impacto positivo sobre a média da indústria foi observado no setor de alimentos e bebidas (1,9%).


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