Por marta.valim

O rendimento do idoso já corresponde a 21% da massa de renda dos brasileiros e atingiu R$ 446 bilhões no ano passado, mostrando o potencial de consumo da população com mais de 60 anos.

“Apesar disso, essa população ainda é mal contemplada tanto em termos de política pública quanto na oferta de produtos", diz a diretora do Instituto Opinião, Rachel Monteiro, que realizou a pesquisa em parceria com o Instituto Data Popular. “Esse é o segmento da população que cresce mais rapidamente no Brasil. O país alcançou em dez anos um crescimento da faixa etária que a Europa, por exemplo, levou cem anos para alcançar”, acrescenta Rachel.

A pesquisa aponta que o número de idosos saltou de 15,4 milhões em 2003, para 22 milhões de pessoas com 60 anos ou mais no ano passado, representando 11% da população brasileira. De acordo com projeção dos institutos a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse número tende a quadruplicar até 2050, chegando a 69 milhões de idosos em 2053.

Segundo Rachel, o motivo para essa expansão é a combinação da queda da taxa de natalidade brasileira e o prolongamento da expectativa de vida, que se reflete também na qualidade de vida. Tanto que, quando questionados sobre a melhoria da vida no último ano, 69% dos entrevistados disseram que a vida melhorou. Isso significa que, de cada 10 pessoas, 7 se mostraram mais satisfeitas.

Os idosos acreditam que o esforço pessoal e a fé são fatores que mais contribuem para a melhora de vida, o que representa 44% e 42%, respectivamente.
Já quando questionados sobre expectativa de melhora da sua vida no próximo ano, os idosos se mostram menos otimistas que os demais brasileiros em relação ao futuro. Os dados revelam que 79% estão otimistas, contra 89% dos brasileiros em geral.

Segundo a diretora do Instituto Opinião, a pesquisa apontou que cada geração de idosos têm perspectivas e interesses muito diferentes, sinalizando a necessidade de adequação dos serviços e produtos que lhes são direcionados. A metodologia da pesquisa considerou dados coletados pelos dois institutos, além de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e do Censo Demográfico do IBGE.

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