Inflação cai em seis das sete capitais pesquisadas pela FGV

IPC-S voltou a recuar na terceira prévia de abril, com taxa de 0,78% ante 0,86% na semana anterior

Por O Dia

Rio de Janeiro - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou ligeira queda de 0,08 ponto percentual na terceira prévia de abril, ao fechar o mês com variação de 0,78%, resultado 0,08 ponto percentual inferior aos 0,86% da segunda prévia do mês.

Segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), o recuo reflete variação menor de preço em seis das sete capitais pesquisadas. A exceção foi a capital de Pernambuco (Recife), onde o IPC-S subiu de 0,85% para 0,94%, da segunda para a terceira prévia do mês – uma elevação nos preços de 0,09 ponto percentual.

Já a maior variação da segunda para a terceira prévia do mês foi registrada em São Paulo, o maior parque febril do país, onde o IPC-S fechou a terceira prévia do mês com elevação de 0,67%. Na capital paulista, a taxa recuou 0,16 ponto percentual: de 0,83% para 0,67%, de um período para outro.

A segunda maior queda foi verificada em Salvador, onde a taxa passou de 0,56% para 0,44%, uma queda de 0,12 ponto percentual. A capital baiana registrou a menor inflação do país, com a alta dos preços ficando em 0,44%.

Porto Alegre continua com a maior inflação do país: 1,11%. Na capital do Rio Grande do Sul, no entanto, também houve retração no IPC-S da segunda para a terceira prévia – de 1,15% para 1,11%. No Rio de Janeiro a taxa caiu de 0,73% para 0,70%; em Belo Horizonte, de 0,90% para 0,88%; e em Brasília, de 0,97% para 0,86%.

Setores

Três dos quatro grupos pesquisados reduziram o ritmo de alta, dois apresentaram queda e três registraram expansão acima do observado na segunda prévia.

A principal influência foi observada no grupo educação, leitura e recreação em que os preços recuraram em média 0,49%. Anteriormente o item registrou aumento de 0,32%. Em alimentação, a taxa passou de 1,79% para 1,63%; em habitação, de 0,58% para 0,55% e, em transportes, de 0,58% para 0,50%.

Ocorreram avanços nos grupos saúde e cuidados pessoais (de 0,75% para 1,02%); em despesas diversas (de 0,36% para 0,42%). Em comunicação, houve queda menos expressiva (de -0,06% para -0,03%).

Os itens que mais pressionaram a taxa foram a batata-inglesa (27,43%), refeições em bares e restaurantes (1,02%), leite tipo longa vida (6,22%), plano e seguro de saúde (0,70%) e gasolina (0,77%). Em sentido oposto, os que ajudaram a reduzir o impacto inflacionário foram passagem aérea (-22,56%), maçã (-4,61%), shows musicais (-1,32%), tarifa de táxi (-1,31%) e tarifa de telefone residencial (-0,36%).

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