Agricultura orgânica brasileira cresce forte

Setor atingiu faturamento de US$ 130 milhões em 2013, com crescimento de 25% em três anos

Por O Dia

Amplamente difundida nos Estados Unidos e na Europa, a produção de orgânicos pelo Brasil vêm crescendo a passos largos, impulsionado especialmente pelo mercado externo. O setor, que atingiu faturamento de US$ 130 milhões em 2013 — um crescimento de 25% em três anos —, já conta com 10.064 unidades voltadas para a produção sustentável de alimentos, cosméticos e tecidos — alta de 22% em apenas um ano —, segundo dados da Organics Brasil, programa ligado à Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e do Ministério da Agricultura (Mapa). Para fomentar o segmento, a estratégia do governo agora é apostar na conscientização do consumidor nacional.

Pensando nisso, as associações de agroecologistas, junto com o Mapa, promovem até semana que vem feiras de negócios e seminários sobre a cultura dos orgânicos em várias cidades do país. “A campanha visa divulgar os pontos de venda de orgânicos e também trazer orientações de como o consumidor pode identificar um produto orgânico e como fazer para controlar a sua qualidade”, explica Rogério Dias, coordenador de Agroecologia do Mapa.

Décimo país em área certificada para a produção de orgânicos, o Brasil tem condições de ocupar o lugar da Austrália no mercado global. É o que aponta o coordenador executivo do Organics Brasil, Ming Liu. Para ele, a agroecologia no país tem espaço para crescer se houver investimentos para o aumento da demanda interna.

“Com iniciativas como o Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar), que destina parte da produção da agricultura familiar para a merenda escolar, e o PAA (Plano para a Agricultura Familiar), o país tem conseguido estimular a criação de demanda, importante ao crescimento”,diz.

Segundo Dias, do Mapa, está em estudo a criação de um Plano Plurianual dos orgânicos. Nos mesmos moldes do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), o projeto prevê dirigir recursos programados para as áreas de insumo, tecnologia, educação e crédito ao setor. A meta do governo é, até o fim de 2015, expandir em 28 mil o número de unidades agroecológicas.

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