Para revista "The Economist", termo "Belíndia" não representa mais o Brasil

Publicação acredita que, atualmente, o País está mais próximo de uma mistura entre Itália e Jordânia

Por O Dia

Para a revista britânica "The Economist" o termo Belíndia, usado para se referir a um Brasil com grande desigualdade de renda, está mais para "Italordânia". Cunhado em 1974, pelo economista Edmar Bacha, Belíndia retratava uma população que misturava uma minoria rica, semelhante à Bélgica, rodeada por uma imensa população pobre, comparável à Índia.

Na semana passada, a revista já havia publicado um mapa que comparava os estados brasileiros a países, usando como critérios o PIB, o PIB per capita e a população. Na edição desta semana, a publicação se baseia nesse mapa para mostrar que a parte mais rica do Brasil, ao redor da capital Brasília, não tem mais os níveis da Bélgica, sendo melhor comparada à economia italiana, considerando o PIB per capita de 2011.

Por outro lado, a Índia ficaria abaixo dos estados brasileiros mais pobres, Maranhão e Piauí, onde a renda per capita é três vezes mais alta que a do país asiático e mais próxima da Jordânia.

Segundo a The Economist, Bacha ficaria feliz ao constatar que os estados mais pobres do Brasil fizeram progressos desde a Copa de 1950. Na época, eles eram tão pobres quanto Benin e o Afeganistão em 2011. A renda per capita do Maranhão subiu seis vezes nesse período e a do Piauí, mais de sete.

Contudo, críticos apontam o exemplo da Coreia do Sul. Em junho de 1950, o país era mais pobre que o Brasil e estava à beira de uma guerra civil. Agora, seu PIB per capita é quase o dobro do brasileiro e sua distribuição de renda, muito menos distorcida.

A revista lembra ainda que algumas coisas não mudaram de 1950 para cá, como os atrasos nas construções dos estádios, que extrapolaram as previsões de orçamento. 

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