Céu de brigadeiro para a aviação civil durante a Copa

Jatos executivos têm sido um grande problema. Aeroportos estão dando conta da movimentação de passageiros

Por O Dia

O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco, fez um balanço positivo até o momento da movimentação dos aeroportos durante a Copa do Mundo. Segundo ele, não tem havido problemas significativos e a estrutura oferecida aos passageiros está atendendo às expectativas. Segundo o ministro, o motivo de o país estar voando em céu de brigadeiro é justificado pelas obras que foram feitas para ampliação da capacidade dos aeroportos no país. Cerca de 600 mil turistas estrangeiros estão circulando pelo Brasil, segundo dados da SAC e da Secretaria de Turismo.

“Tudo está funcionando muito bem. Nos últimos três anos, aumentamos em 400 mil metros quadrados nossa área de terminais de passageiros. Isso equivale a 70 milhões de pessoas a mais circulando nos aeroportos. Houve uma preparação prévia por parte da SAC e da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e a expectativa é manter o mesmo padrão de atendimento até o final da Copa”, afirmou Moreira Franco.

Ele adiantou ainda que os índices de atrasos e cancelamentos de voos estão bem abaixo da média, o que mostra que a operação que os órgãos do setor montaram está dando certo. A afirmação do ministro é corroborada pelo presidente da Anac, Marcelo Guaranys.

“Estamos com todos os índices de atrasos e cancelamentos dentro do esperado. Do período compreendido entre um dia antes da realização da Copa até o presente momento, tivemos percentuais de 4,2% de atrasos e 8,2% de cancelamentos de voos. Temos 16 aeroportos nas cidades-sede e só se voa para esses aeroportos dentro da capacidade que eles oferecem”, destacou Guaranys.

Alguns problemas, de acordo com o presidente da Anac, estão ocorrendo mais na aviação geral, que está relacionada à movimentação de jatos executivos no Brasil.
“Observamos que esses problemas aconteceram nas competições realizadas na Alemanha e na África do Sul e também nos preparamos para isso. Os voos da aviação geral se adaptaram aos espaço disponível nos aeroportos. Quem fica mais tempo do que o determinado, paga multa”, ressalta ele.

Guaranys citou problemas com um avião executivo nigeriano, que pousou no aeroporto de Guarulhos (SP) e ficou mais tempo que o permitido na pista.“Esse avião ficou mais de 24 horas na pista. Foi multado e teve suspensa a autorização para continuar voando no país e retornou ao seu país de origem”, acrescentou Guaranys, que não informou o nome da empresa e nem o valor da multa.

Sobre o auto de infração no Aeroporto de Viracopos (SP), ele informou que o documento ainda está sendo expedido e que a concessionária tem direito de resposta.
“Temos que pegar o relatório de fiscalização e depois disso e com base no nosso auto de infração e na resposta da concessionária, estabelecemos a multa. O auto ainda não foi emitido. A empresa tem direito de defesa. Até o momento não há previsão para a emissão da multa”, disse.

Sobre a malha aérea aprovada pela Anac, em conjunto com as empresas aéreas do mercado doméstico, Guaranys disse que a atual configuração foi muito grande e que as companhias têm direito de promover alterações durante a competição.

“O efeito de uma malha muito grande foi uma oferta maior de voos e preços mais baixos, mesmo durante a Copa. Alguns dias com ocupação mais alta e outros com movimentação mais tranquila. O preço médio das passagens até o primeiro trimestre era de R$ 310 e no segundo trimestre, de R$ 360. Mas o valor médio final teremos ao encerrar a competição”,diz, acrescentando que as empresas são livres para fazer movimentação da malha durante a Copa, desde que respeitados os direitos do passageiros.

“Esperamos um ajuste maior na segunda fase. porque as cidades vão ser definidas na competição”, comentou. Ao elogiar a infraestrutura dos aeroportos, o ministro Moreira Franco também falou ontem sobre a criação do terceiro aeroporto em São Paulo, promessa feita pela presidenta Dilma Roussef no final do ano.

“Estudos estão sendo feitos. Há essa determinação e vontade da presidenta Dilma de garantir para São Paulo mais uma alternativa de aeroporto comercial. A autorização está condicionada a uma mudança na legislação. Hoje, ela permite que se autorize aeroporto para aviação executiva. A mudança é para aviação comercial. Será um decreto e, até o momento, a única proposta apresentada é a enviada pela construção do aeroporto em Caieiras (SP)”, disse o ministro, acrescentando que o projeto já está na Casa Civil para a aprovação, ainda sem prazo para isso. O projeto de Caieiras é das construtoras Camargo Correa e Odebrecht.

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