Previsão de crescimento do PIB fica abaixo de 1% pela primeira vez

Instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central preveem expansão de 0,97% este ano. Indústria deve encolher 1,15%. Para 2015, a estimativa do PIB foi mantida em 1,5%. A projeção para a inflação caiu de 6,48% para 6,44%.

Por O Dia

Analistas de instituições financeiras reduziram pela oitava semana seguida a estimativa para o crescimento da economia neste ano. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu para 0,97%. Na semana passada, a previsão era 1,05%. Para 2015, a estimativa segue em 1,5%.

A estimativa para a expansão da produção industrial, este ano, também piorou, ao passar de retração de 0,9% para 1,15%. Para 2015, a estimativa foi ajustada de 1,8% para 1,7%, em 2015.

A projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 6,48% para 6,44%, este ano. Para 2015, a estimativa passou de 6,10% para 6,12%. Os números estão acima do centro da meta de inflação (4,5%) e um pouco abaixo do limite superior (6,5%). 

A projeção das instituições financeiras para a Selic, ao final deste ano, foi mantida no atual patamar (11% ao ano). Para o final de 2015, a projeção segue em 12% ao ano.

A pesquisa semanal do Banco Central também traz a mediana das expectativas para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que passou de 5,04% para 4,49%, em 2014, e segue em 5,50%, em 2015. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa foi ajustada de 5,04% para 5,01%, este ano, e de 5,61% para 5,55%, em 2015.

A estimativa da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) foi ajustada de 5,69% para 5,56%, este ano, e de 5% para 5,13 %, em 2015.

A previsão para o superávit comercial (saldo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 2,01 bilhões para US$ 2 bilhões, este ano, e de US$ 9,4 bilhões para US$ 9,8 bilhões, em 2015.

A estimativa para o saldo negativo em transações correntes (registros de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) foi ajustada de US$ 80,75 bilhões para US$ 81,5 bilhões, em 2014, e de US$ 75 bilhões para US$ 74,1 bilhões, este ano.

A projeção para a cotação do dólar passou de R$ 2,39 para R$ 2,35, em 2014, e segue em R$ 2,50, no próximo ano. A expectativa das instituições financeiras para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) segue em US$ 60 bilhões neste ano, e em US$ 55 bilhões, em 2015.

A projeção das instituições financeiras para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi ajustada de 34,8% para 34,85% neste ano, e segue em 35%, em 2015.

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