Por marta.valim

A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia, este ano, caiu mais uma vez. Na 11ª revisão seguida, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu de 0,86% para 0,81%. Também houve ajuste na projeção para 2015, que registrou queda de 1,5% para 1,2%.

Essas projeções fazem parte do boletim Focus, resultado de pesquisa semanal do BC a instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.

A projeção para a inflação em 2014 caiu pela quarta semana seguida. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 6,39% para 6,26%, este ano. Para 2015, houve ajuste de 6,24% para 6,25%.

Na última sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que IPCA fechou o mês de julho em 0,01% e chegou a 6,5% em 12 meses. Em junho, a inflação estava mais alta: 6,52%, em 12 meses e 0,4% no mês.

Apesar das reduções na estimativa, a projeção para a inflação ainda está longe do centro da meta (4,5%) e um pouco abaixo do limite superior (6,5%).

A taxa básica de juros, a Selic, deve fechar 2014 sem novas alterações, de acordo com as expectativas das instituições financeiras. Atualmente a Selic está em 11% ao ano. Mas em 2015, as instituições financeiras esperam uma elevação da taxa, que deve encerrar o período em 12% ao ano.

Na pesquisa do BC também consta a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que passou de 5,49% para 5,39%, este ano, e de 4,97% para 5,08%, em 2015. Em relação ao IGP-M, a estimativa foi ajustada de 4,4% para 4,05% neste ano e de 5,61% para 5,60%, em 2015. A projeção para o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou de 4,33% para 3,98% neste ano, e de 5,53% para 5,50%, em 2015.

A estimativa para a retração da produção industrial foi mantida em 1,53%, este ano. Para 2015, a expectativa é expansão de 1,70%.

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) segue em US$ 2 bilhões, este ano, e passou de US$ 8,5 bilhões para US$ 9 bilhões, em 2015.

A estimativa para o saldo negativo em transações correntes (registros de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) foi ajustada de US$ 81,45 bilhões para US$ 81,2 bilhões, este ano, e de US$ 74,1 bilhões para US$ 75 bilhões, em 2015.

Para o investimento estrangeiro direto, que vai para o setor produtivo da economia, a projeção continua em US$ 60 bilhões, em 2014, e em US$ 55 bilhões, no próximo ano.

A projeção para a cotação do dólar permanece em R$ 2,35, este ano, e em R$ 2,50, em 2015.


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