Por marta.valim

O Brasil registrou déficit de US$ 6 bilhões na conta corrente em julho, acumulando US$78,4 bilhões em doze meses, equivalentes a 3,45% do PIB, informou o Banco Central nesta sexta-feira. Balanço de pagamentos, contudo, apresentou superávit de US$5,2 bilhões.

O superávit comercial de US$ 1,574 bilhão, no mês passado, contribuiu para que o déficit em transações correntes não fosse maior. De janeiro a julho, houve déficit comercial de US$ 918 milhões.

A conta de serviços registrou déficit de US$ 4,5 bilhões em julho, 12,2% acima do valor registrado no mesmo mês de 2013. O gasto líquido com viagens internacionais alcançou US$ 1,6 bilhão, recuo de 1,7% em comparação com overificado no mesmo mês de 2013. O resultado decorreu de elevações de 46,1% nos gastos de viajantes estrangeiros ao Brasil e de 10,1% nos gastos de turistas brasileiros em viagens ao exterior.

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As remessas líquidas de renda para o exterior somaram US$3,2 bilhões no mês, 2,4% inferiores ao resultado de julho de 2013. No mês, as transferências unilaterais registraram ingressos líquidos de US$170 milhões, 38,4% inferiores ao resultado de julho de 2013, US$276 milhões.

Na conta financeira, destacaram-se os ingressos líquidos de investimentos estrangeiros diretos (IED), US$ 5,9 bilhões. O ingresso líquido de IED compreendeu US$3,5 bilhões em participação no capital de empresas no país e US$ 2,4 bilhões referentes a desembolsos líquidos de empréstimos intercompanhias. Nos doze meses encerrados em julho, os ingressos líquidos de IED somaram US$64 bilhões, equivalentes a 2,82% do PIB.

Os investimentos estrangeiros em carteira apresentaram saídas líquidas de US$ 2,1 bilhões em julho, compostos por saídas líquidas de US$ 5 milhões em ações e de US$ 2,1 bilhões em títulos de renda fixa.

Os outros investimentos brasileiros registraram retornos líquidos no exterior de US$2,1 bilhões, em julho. Já outros investimentos estrangeiros no país apresentaram ingressos líquidos de US$3 bilhões em julho.

As reservas internacionais no conceito liquidez totalizaram US$379 bilhões em julho, redução de US$1,5 bilhão em relação ao mês anterior. No conceito caixa, o estoque de reservas atingiu US$376,8 bilhões em julho, aumento de US$3,3 bilhões em relação ao mês anterior.

A dívida externa bruta foi de US$328,4 bilhões em julho, acréscimo de US$ 8,3 bilhões em relação a março de 2014. A dívida externa estimada de longo prazo atingiu US$287,7 bilhões, elevação de US$ 5,6 bilhões, enquanto o estoque de curto prazo totalizou US$ 40,8 bilhões, em alta de US$ 2,7 bilhões em relação ao apurado na posição do primeiro trimestre de 2014.

O Brasil registrou déficit US$ 6 bilhões na conta corrente em julho, acumulando US$ 78,4 bilhões em doze meses, equivalentes a 3,45% do PIB, informou o Banco Central nesta sexta-feira. Balanço de pagamentos, contudo, apresentou superávit de US$ 5,2 bilhões.

O superávit comercial de US$ 1,574 bilhão, no mês passado, contribuiu para que o déficit em transações correntes não fosse maior. De janeiro a julho, houve déficit comercial de US$ 918 milhões.

A conta de serviços registrou déficit de US$ 4,5 bilhões em julho, 12,2% acima do valor registrado no mesmo mês de 2013. O gasto líquido com viagens internacionais alcançou US$ 1,6 bilhão, recuo de 1,7%, ao verificado no mesmo mês de 2013. O resultado decorreu de elevações de 46,1% nos gastos de viajantes estrangeiros ao Brasil, e de 10,1% nos gastos de turistas brasileiros em viagens ao exterior.

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