Por parroyo

O preço do minério de ferro caiu nesta quinta-feira e renovou seu nível mais baixo desde 2009, com uma restrição do apetite entre as siderúrgicas chinesas para se reabastecer de forma agressiva. Isso indica que a cotação na Ásia está propensa a recuar ainda mais em um mercado bem abastecido, disseram operadores.

Os grandes produtores de aço da China, maior importadora global de minério de ferro, reduziram a produção na maior parte de outubro, respondendo à desaceleração da demanda doméstica e aos esforços de Pequim para reduzir a poluição atmosférica antes da reunião desta semana do bloco de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec). Várias fábricas ao redor da capital foram fechadas para ajudar a limpar a atmosfera para os líderes que estarão presentes. 

O minério de ferro para entrega imediata a China caiu 0,53%, para US$ 75,60 por tonelada nesta quinta-feira, o seu nível mais fraco desde junho de 2009, de acordo com dados compilados pelo Steel Index.

Estoques abundantes de minério de ferro nos portos da China, juntamente com o acesso ao crédito mais apertado, desencorajaram as usinas a reabastecer, disse Mark Pervan, chefe de pesquisa da Austrália e Nova Zelândia Banking Group.

"Acho que o mercado não está preparado para se recuperar e a razão pela qual não vai se recuperar é ninguém vai reabastecer de forma agressiva. Eles sabem que há uma abundância de minério de ferro nos portos..., disse Pervan.

O minério de ferro, a mercadoria que fornece a maior parte da receita de mineradoras globais como Vale e Rio Tinto, já caiu mais de 43% neste ano, refletindo um aumento na oferta global em um momento de crescimento mais lento na demanda da China.

O minério de ferro para entrega em maio na bolsa de Dalian caiu 2,1%, para fechar em 506 iuanes (US$ 83 dólares) a tonelada. Na Bolsa de Cingapura, o dezembro de minério de ferro caiu 1,1 por cento para 74,70 dólares a tonelada.

O contrato de vergalhão mais negociado na bolsa de Xangai caiu 0,8%, para terminar em 2.526 iuanes por tonelada. Todos os três contratos caíram pela quinta sessão consecutiva.

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