Estado do Rio quer ampliar aviação regional

Novo secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório diz que governador quer linhas regulares e novos aeroportos nas regiões Noroeste, Norte e Sul fluminense

Por O Dia

O recém-empossado secretário estadual de Transportes do Rio de Janeiro, Carlos Roberto Osório, tem muitos desafios e uma meta ambiciosa para sua pasta. Ao término da primeira semana de uma gestão que começou turbulenta — um grave acidente entre dois trens deixou pelo menos 229 feridos na segunda-feira passada, dia em que Osório tomou posse —, ele adiantou que o estado vai tentar convencer a presidenta Dilma Rousseff a investir na construção de aeroportos e na implantação de voos regulares para os terminais existentes em algumas cidades do interior fluminense.

“Existe uma intenção do governador Luiz Fernando Pezão de buscar junto a Brasília possibilidades de abertura (de aeroportos) e de atração de voos para o interior do estado. Hoje, nós temos voos regulares em Macaé (município da região Norte Fluminense), mas outras regiões do estado (Norte, Noroeste e Sul), que têm potencial de crescimento, poderiam, com o entendimento dos governos estadual e federal, buscar alternativas, porque isso induz o desenvolvimento”, afirmou o secretário, explicando que ainda serão feitos estudos para definir quais municípios poderiam ser beneficiados.

Com experiência de dois anos (2012-2014) à frente da Secretaria Municipal de Transportes, em um período de grandes obras do Rio, Osório assume uma das pastas mais importantes neste momento para o estado, que já respira o clima dos Jogos Olímpicos de 2016. No entanto, várias obras de mobilidade urbana, prometidas pelo governador Pezão na campanha eleitoral, não devem ficar prontas nem em 2018, quando termina seu mandato. Caberá a Osório garantir a agilidade desses empreendimentos e dar respostas à população sobre quando, de fato, vão sair do papel.

Um dos projetos mais esperados, a Linha 3 do metrô, que vai ligar duas cidades estratégicas para o deslocamento no Leste Fluminense — Niterói e São Gonçalo —, está com o edital de licitação atrasado desde agosto do ano passado. Apesar de Pezão ter prometido inaugurá-la até 2018, Osório admite que não sabe quando todas as estações da linha serão entregues: “Não temos isso ainda... Isso a gente só vai ter — tenho que falar assim com muita franqueza — quando o projeto estiver pronto”.

Também citada nas intenções do governador durante a campanha, a expansão da mesma linha até um município próximo, que vai receber um complexo petroquímico em 2016, também não está confirmada. “Falta financiamento, dinheiro, recurso. Estender custa mais caro, precisa de mais recursos”, sinaliza.

Sistema para evitar acidentes nos trens

Responsável pelos transportes ferroviário, metroviário, aquaviário e rodoviário intermunicipal do Rio, o secretário Carlos Roberto Osório diz que vai cobrar da agência reguladora agilidade e transparência na auditoria que apura as causas da colisão entre dois trens na última segunda-feira. Uma das medidas apontadas pelo secretário para evitar futuros acidentes, e prometida pela concessionária que administra o serviço, é a implantação do controle eletrônico do sistema ferroviário em todos os ramais até o final deste ano. “E queremos aplicação da pena máxima, da multa máxima nesse caso”, frisa ele.

Foi também nesta primeira semana de trabalho que o gestor foi informado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre irregularidades no Bilhete Único. O benefício, concedido pelo governo estadual, subsidia parte do valor gasto pelos usuários de transportes em viagens intermunicipais. O TCE apontou falta de transparência no repasse das verbas e de fiscalização por parte da Secretaria, que prometeu ajudar nas investigações.

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