Por parroyo
Publicado 23/01/2015 13:13 | Atualizado 23/01/2015 13:35

O Brasil fechou 2014 com déficit recorde em transações correntes, a US$ 90,94 bilhões, abatido sobretudo pelo mau desempenho da balança comercial e no segundo ano consecutivo sem que o rombo fosse coberto pelos investimentos produtivos vindos de fora.

Só em dezembro, o déficit em conta corrente somou US$ 10,317 bilhões, informou o Banco Central nesta sexta-feira, pior do que o esperado por economistas consultados pela Reuters, com previsão de saldo negativo de 9,7 bilhões de dólares no mês passado.

O resultado negativo do ano passado foi equivalente a 4,17% do Produto Interno Bruto (PIB), o maior desde 2001 (4,19%), segundo a série histórica do BC iniciada em 1947.

O rombo histórico na conta corrente do país --que abrangem a importação e a exportação de bens e serviços e as transações unilaterais do Brasil com o exterior-- veio sobretudo do déficit de US$ 3,930 bilhões da balança comercial, pior desempenho desde 1998 afetado pela baixa nos preços das commodities e cenário externo menos favorável.

Também pesou negativamente o aumento dos gastos com aluguel de equipamentos no exterior, como plataformas de petróleo, cuja despesa líquida somou US$ 22,651 bilhões em 2014, ante US$ 19,060 bilhões em 2013.

O BC informou ainda que as remessas de lucros e dividendos ficaram praticamente estáveis, atingindo US$ 26,523 bilhões no ano passado, frente a US$ 26,045 bilhões no ano anterior.

Já os gastos líquidos de brasileiros no exterior com viagens ficaram em US$ 18,695 bilhões, um pouco acima da despesa de US$ 18,283 bilhões em 2013.

ED ficou em US$ 62,495 bilhões, insuficientes para cobrir o déficit da conta corrente.

Você pode gostar