Por diana.dantas

Brasília - O governo federal aceita negociar todos os pontos das medidas provisórias que alteram as regras de acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários, disse nesta segunda-feira o ministro da Previdência, Carlos Gabas.

A sinalização dada pelo ministro da Previdência vai além do aceno feito na semana passada pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, que disse que o governo aceitava negociar as MPs, mas que a margem era pequena.

"Aceitamos discutir tudo", disse o ministro ao deixar reuni√£o na vice-presid√™ncia da Rep√ļblica na noite desta segunda-feira.

A MP 664, que trata do aux√≠lio doen√ßa e pens√£o por morte, e a MP 665, que modifica as regras dos benef√≠cios seguro desemprego, abono salarial e seguro defeso (bolsa pesca), fazem parte do ajuste fiscal proposto pelo governo para reequilibrar as contas p√ļblicas. Na forma em que foram idealizadas poderiam gerar uma economia de 18 bilh√Ķes de reais este ano.

Al√©m de Gabas, participaram da reuni√£o desta segunda-feira, os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, do Planejamento, Nelson Barbosa, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, o vice-presidente, Michel Temer, o l√≠der do governo na C√Ęmara, deputado Jos√© Guimar√£es (PT-CE) e o l√≠der do governo no Congresso, senador Jos√© Pimentel (PT-CE).

Segundo Guimarães, o ambiente para acordo pode possibilitar inclusive que uma das medidas seja votada ainda nesta semana na comissão mista responsável pela análise prévia da MP.

"A ideia é buscarmos um amplo entendimento para votarmos a Medida Provisória 665 ainda nesta semana na comissão especial" disse o líder do governo. "Estamos discutindo tudo, não tem nada definido. O ambiente é muito bom", acrescentou o deputado.

Uma vez aprovadas pelas comiss√Ķes mistas, as MPs ainda precisam ser votadas nos plen√°rios da C√Ęmara e do Senado.

Entre os pontos das MPs mais questionados está a ampliação do prazo de primeiro e segundo acesso ao seguro desemprego. Perguntado sobre se o governo poderia reduzir os prazos propostos, Gabas repetiu que "tudo pode ser discutido".

Pela proposta original do governo, o primeiro acesso ao seguro desemprego será permitido apenas após 18 meses de trabalho com carteira assinada, ante seis meses pela regra atual.

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