Por monica.lima

Rio - Após três meses seguidos de saldo negativo na geração de postos formais de trabalho, o emprego no país registrou pequeno crescimento de 0,05% em março, com um montante de 19.282 oportunidades — 1.719.219 admissões e 1.699.937 desligamentos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. 

O resultado foi superior ao atingido em março do ano passado, quando o estoque de empregos com carteira assinada ficara em 13.117 vagas. Apesar da aparente melhora, a expansão na geração de empregos formais no mês está longe de compensar as perdas registradas no primeiro bimestre, que somam menos 80.732 postos.

“A média da geração de vagas para meses de março dos últimos 10 anos está em 116 mil postos. Logo, o resultado de agora (19 mil) é ainda muito ruim”, diz Fábio Silva, conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon).

“Houve melhora na comparação com o ano passado, mas há um efeito calendário por trás, visto que neste ano o Carnaval caiu em fevereiro”, acrescenta.

No mês, os serviços, a administração pública e o comércio puxaram a geração de vagas. Nos serviços houve um crescimento de 53.778 postos, saldo superior ao registrado em março do ano passado, quando atingira 37.453 vagas. Logo em seguida aparece a administração pública, com um montante de 3.012 postos. Já o comércio, após dois meses seguidos de saldo negativo, voltou a contratar mais do que demitir, gerando um estoque de 2.684 vagas — resultado superior a março de 2014, quando teve queda de 26.251 vagas.

Economista da Fecomércio-MG, Guilherme de Almeida avalia que os empresários do setor podem ter sido levados por um pessimismo exagerado de início do ano, o que teria provocado demissões além do necessário. “Observamos que houve um reajuste de pessoal no comércio, que também pode ter sido beneficiado pelas contratações extras de Páscoa”, diz Almeida, ressaltando que no ano o saldo de empregos se mostra ruim: -123.429 postos.

Novamente a indústria de transformação teve desempenho negativo na geração de vagas, com -14.683 postos. Dos 12 segmentos que integram o setor, houve retração em oito, com destaque para material de transporte, com um estoque de -6.355 postos.

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