Rede não se alia ao PSB em metade dos estados e pode apoiar rivais

Grupo comandado pela ex-ministra Marina Silva não tem pressa para decidir e não descarta ficar neutra em algumas eleições regionais

Por monica.lima

A Rede de Sustentabilidade pretende se empenhar pela candidatura presidencial de Eduardo Campos (PSB) e de sua vice%2C Marina Silva%2C líder do grupoDivulgação

* Por Leonardo Fuhrmann, interino

Apesar de estar em grande parte abrigada no PSB, a Rede Sustentabilidade não deve apoiar os mesmos candidatos que o partido em mais de metade dos estados brasileiros. O grupo pretende se empenhar pela candidatura presidencial de Eduardo Campos (PSB) - e de sua vice, Marina Silva, líder da Rede -, além de tentar eleger seus representantes na disputa proporcional. A tendência é liberar os seus militantes para apoiar outros candidatos nas disputas estaduais, desde que eles tenham alguma afinidade ideológica com os princípios programáticos da Rede. Como não é pressionado pela necessidade de convenções e por prazos, o grupo não tem pressa para decidir os apoios locais. Mesmo que haja consenso, dificilmente os escolhidos poderão usar o nome da Rede em suas campanhas.

A neutralidade é vista como alternativa nos estados em que não exista nenhuma candidatura considerada aliada pela Rede. Neste caso, a prioridade vai ser a coleta de assinaturas para depois conseguir oficializar o grupo como um partido. São Paulo, Rio e Paraná são os principais estados onde não houve acordo com o PSB. O Distrito Federal, Minas, Bahia e Rio Grande do Sul são alguns dos colégios eleitorais mais expressivos em que as duas forças políticas estarão juntas. Um dos problemas de última hora entre Rede e PSB foi no Ceará, onde os socialistas lançaram a candidatura da deputada estadual Eliane Novais ao governo e anunciaram o apoio a Geovana Cartaxo ao Senado. Antes ligada à Rede, Geovana rompeu com o grupo durante a pré-campanha. Indicada para ser vice de Eliane, a empresária Nicolle Barbosa, da Rede, recusou a candidatura.

A mão que bate por Aécio Neves

Se o presidenciável Aécio Neves (PSDB) foi diplomático ao falar sobre a eliminação do Brasil na semifinal da Copa do Mundo, o coordenador de sua campanha nas redes sociais, o ex-deputado Xico Graziano (PSDB-SP), foi duro ao relacionar a política com a derrota da Seleção por 7 a 1 para a Alemanha. Disse que o ex-presidente Lula e a presidente Dilma “se ferraram” e que a derrota atrapalharia “o golpe publicitário que o PT estava programando” para a eleição deste ano. Chefe de gabinete do ex-presidente Fernando Henrique, Graziano afirmou ainda que os brasileiros vão ficar ainda mais decepcionados quando a “conta da Copa” chegar.

Torcida sem sorte

O candidato Aécio Neves não divulgou antes sua presença no Mineirão no jogo em que o Brasil foi goleado. Menos discreto, Graziano anunciou nas redes sociais antes do jogo que estava em Castro (PR), cidade de colonização holandesa, torcendo contra a Argentina. O resultado também foi negativo.

PT ameaça candidato petista no AM

O PT nacional pediu à Justiça Eleitoral amazonense o indeferimento do registro da candidatura do deputado Francisco Praciano (PT-AM) ao Senado. O partido apoia a candidatura do senador Eduardo Braga (PMDB) ao governo do Estado. Os petistas amazonenses afirmam que foram instruídos na última hora a não disputar a eleição majoritária, mas não houve tempo para discutir o assunto. Dizem ainda que não foram comunicados pelo diretório nacional sobre os motivos da decisão.

Aliado de Dilma, mas próximo a prefeito tucano

O grupo de Praciano crê que o diretório nacional rejeita a candidatura própria por pressão do PSD, do ex-governador Omar Aziz, candidato ao Senado. Ele defende oficialmente a reeleição de Dilma. No entanto, eles lembram que o pessedista é próximo do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), e temem que, por isso, ele mude de lado durante a campanha.

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