Por monica.lima
A Rede era favorável à candidatura própria%2C mas enfrentou a resistência dos comandos do PPS e do PSB%2C defensores do apoio aos tucanos no EstadoDivulgação

A coligação que o comando do PSB paulista fechou para apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e a candidatura de José Serra ao Senado não empolgou a todos os postulantes do partido nas eleições proporcionais. Assim como fazem os candidatos da Rede, grupo liderado por Marina Silva, já há material de divulgação dos pessebistas com as fotos do presidenciável Eduardo Campos e da ex-ministra, que é sua vice, mas sem destaque para a chapa estadual. A Rede era favorável à candidatura própria, mas enfrentou a resistência dos comandos do PPS e do PSB, defensores do apoio aos tucanos no Estado. Não dá nem para dizer que os nomes foram escondidos por uma decisão meramente eleitoral: Serra e Alckmin lideram as últimas pesquisas de intenção de votos.

Na segunda-feira, na inauguração do comitê central de sua campanha, em São Paulo, Campos apresentou o presidente estadual do partido, o deputado Márcio França, como candidato a vice-governador. O presidenciável não citou os demais candidatos majoritários na chapa paulista. Coube ao presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire, fazer as únicas menções a Serra e Alckmin. Ele defendeu a necessidade de união das oposições em um eventual segundo turno para evitar a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Quem tirou proveito da situação foi o vereador paulistano Laércio Benko - candidato ao governo pelo PHS, partido sem representação na Câmara dos Deputados. Ele anunciava a sua candidatura e de Fernando Luca (PRP) ao Senado como a única chapa no Estado que apoia integralmente a candidatura de Campos a presidente.

Campos anuncia adesão ao Saúde+10

Durante a inauguração, foi anunciado que Eduardo Campos apresentaria suas propostas para a saúde. Na verdade, ele aderiu à campanha Saúde+10, do Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública, que existe desde 2012 e defende a aplicação mínima de 10% do orçamento federal para a saúde. Atualmente, as prefeituras são obrigadas a gastar 15% com esta área e os governos estaduais 12%. O candidato falou também sobre sua preocupação com a fiscalização dos planos médicos privados e a humanização do atendimento. Ele defendeu ainda a universalização da educação integral e o passe livre no transporte público para os estudantes.

Sobrou pra Padilha

Em meio a críticas ao governo federal, o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto d'Ávila focou seus ataques ao ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, candidato petista ao Palácio dos Bandeirantes. Acusou Padilha de ter feito uma gestão midiática e eleitoreira.

Saudades dos tempos do “apagão”

Se alguém desconhecesse a economia brasileira e os estragos provocados pelo racionamento de energia em 2002, sairia da palestra de Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), ontem, durante o congresso de eficiência energética, com a certeza de que o problema trouxe ganhos ao País. Possível colaborador do programa de energia do candidato do PSDB à presidência, Aécio Neves, ele também faz parte do corpo de especialistas do Instituto Millenium.

Crítico de intervenções na economia, mas...

Pires não poupou críticas ao governo petista, que classificou como intervencionista e centralizador. "Se pudesse, controlaria até nossas horas de sono", disse o superintendente da ANP durante o governo FHC. Apesar disso, ele defendeu um tratamento diferenciado nos tributos cobrados em equipamentos que produzam eficiência energética.

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Com Leonardo Fuhrmann
Colaborou Patrícia Büll

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