Para responder a denúncias, PT dirá que Aécio é aliado do PMDB e PP

Líderes petistas vão ressaltar na campanha que o PMDB - uma das legendas mais atingidas pelo suposto esquema de propina envolvendo a Petrobras - é parceiro do presidenciável Aécio Neves em estados como o RJ e RN. Também que Paulo Roberto Costa foi indicado como diretor na gestão de FHC

Por O Dia

Paulo Roberto Costa foi indicado, em 2004, para a diretoria de Abastecimento%2C pelo PP do senador Francisco Dornelles (foto), primo de Aécio NevesGeraldo Magela/ Agência Senado

O PT espera que as revelações do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa — que denunciou supostos beneficiários de um esquema de corrupção na estatal — não causem prejuízos eleitorais apenas ao partido e sua base aliada. Líderes petistas têm procurado ressaltar que, além da candidata Marina Silva ser do partido de Eduardo Campos (um dos citados), o PMDB — uma das legendas mais atingidas — é parceiro do presidenciável Aécio Neves em estados como o Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. O presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), apoia Dilma nacionalmente, mas é aliado de Aécio em seu Estado. No Rio, peemedebistas criaram a chapa “Aézão”, em aliança com Pezão, o candidato a governador do partido.

Entre esses peemedebistas está o ex-governador Sergio Cabral (outro nome apontado). O PP, com parlamentares denunciados no esquema, é parceiro do PSDB no Paraná. Para tentar amenizar o bombardeio à candidata Dilma, petistas citarão que Costa, o delator, está na cadeia e foi investigado e preso pela polícia de seu governo. Lembrarão que o ex-diretor da Petrobras é funcionário de carreira desde 1978 e assumiu um cargo de direção durante a gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso. Em 2004, ressaltam os petistas, Costa foi indicado para a diretoria de Abastecimento, pelo PP do senador Francisco Dorneles (RJ), primo de Aécio Neves. Marina Silva também continuará sendo alvo. Petistas explorarão o caso do avião que transportava Eduardo Campos, citando suspeitas do uso de caixa dois para pagamento do aluguel.

Lula dá o tom para o enfrentamento

Lula deu um novo tom para o enfrentamento com Marina. O ex-presidente criticou o programa de governo da adversária, principalmente nas questões econômicas, se referindo ao “plano que criaram para ela”. Lula, no entanto, rejeitou ataques pessoais à candidata, a quem chamou seguidas vezes de “companheira Marina”. Um tratamento diferente do usado para se referir a Aécio Neves, alvo de suas ironias. “Ele foi ao Jornal da Globo e só falou em previsibilidade. Como alguém tão preocupado com esse tema não conseguiu prever sua situação nas pesquisas?", disse.

Nova regra

A nova política atrapalhou o tráfego ontem. Ao menos no Bom Retiro, bairro paulistano. Durante a visita de Marina à creche Betty Lafer, os carros de sua campanha ficaram estacionados em local proibido. Inclusive a van usada pela candidata e por uma de suas aliadas, a educadora Neca Setúbal.

Burburinho na festa petista

O senador Eduardo Suplicy e a ministra da Cultura, Marta Suplicy, roubaram a cena em evento com Lula, em São Paulo, na sexta-feira. Marta falou sobre a importância de reeleger Dilma e da vitória de Padilha ao governo de São Paulo. Depois, pediu a palavra novamente para falar especificamente sobre o ex-marido. A reação dos militantes foi tão barulhenta que o presidente do PT paulista, Emídio de Souza, chegou a brincar que o esquecimento da ministra havia sido proposital.

Suplicy foi atropelado pela diretas-já

No ato, Suplicy lembrou uma história sobre o primeiro comício pelas diretas, organizado pelo PT em 1983. No dia anterior, ele foi atropelado. “Eu estava ansioso e me distraí”, afirmou. Henfil e Carlito Maia foram vê-lo no hospital. “O Carlito disse que tinham de ir, pois, se acontece algo assim com um companheiro, eu visito antes da mãe do acidentado”, contou.

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Com Leonardo Fuhrmann

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