Com votos, Marina sofre com falta de estrutura na campanha

A presidenciável tem priorizado os maiores colégios eleitorais do País, em razão de sua campanha ter menos capilaridade do que a dos principais adversários

Por O Dia

Na reta final da campanha, a presidenciável Marina Silva (PSB) tem priorizado os maiores colégios eleitorais do País, em razão de sua campanha ter menos capilaridade do que a dos principais adversários. Outra dificuldade é a falta de militantes em grande parte dos eventos, apesar da candidata estar próxima de conseguir uma vaga no segundo turno da disputa, segundo as pesquisas de intenção de voto. Em São Paulo, sede nacional de sua campanha, Marina participou apenas de atos fechados ao público nesta semana. Nos dois dias em que esteve na capital paulista, foi acompanhada em visitas a uma creche e a uma ONG apenas por assessores e equipe de gravação, além do coordenador responsável pela agenda no dia: Neca Setúbal na segunda-feira, e Luiza Erundina, ontem.

m São Paulo, sede nacional de sua campanha, Marina participou apenas de atos fechados ao público nesta semanaEvaristo Sa/AFP

Ainda na campanha de Eduardo Campos, a ex-vice e o então candidato passaram por um constrangimento quando inauguravam uma casa de “Eduardo e Marina”, na Grande São Paulo. O “militante” falou publicamente que esperava receber algum tipo de remuneração pelo trabalho “voluntário”. A falta de estrutura também levou a deputada Luiza Erundina, nome mais forte do PSB no Estado, a rejeitar todos os pedidos para candidaturas a cargos majoritários, desde 2000. A alegação de Erundina é que não tem mais idade para entrar em "aventuras". Além da falta de capilaridade de sua campanha, a candidata enfrenta outra dificuldade por preferir usar voos de carreira, o que reduz a sua mobilidade. É uma forma de evitar desgastes, pois há dúvidas sobre a regularidade do empréstimo da aeronave que era usada por Campos.

Morte de prefeito segue sem solução

Familiares e amigos lembraram ontem o aniversário da morte de Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, então prefeito de Campinas (SP). Foi criada na internet a página “Quem matou Toninho: 13 anos de omissão e impunidade de um crime político”. O prefeito foi morto a tiros em uma avenida, em 10 de setembro de 2001, quando seguia para casa. Diversas teses foram apontadas pela polícia paulista e nenhuma delas era convincente, segundo a família . A morte, pela polícia, de suspeitos de participação no caso, em Caraguatatuba, é outro caso mal explicado. A família critica os governos estadual e federal pelo não esclarecimento.

Vice de Higienópolis

Vice na chapa de Aécio Neves, o senador Aloysio Nunes (PSDB) acusa o prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) de ter “delírio autoritário”. O motivo é a instalação de ciclofaixas “a torto e a direito”. Segundo ele, a situação tem deixado os moradores do bairro nobre de Higienópolis “revoltados”.

Corintiano deve ter votação menor

Entre os petistas de São Paulo, o otimismo com a candidatura do ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez a deputado federal era grande. Antes do início da campanha, imaginavam que ele poderia ser o principal puxador de votos do partido no Estado e calculavam que teria ao menos 500 mil votos. Com a campanha na rua, a expectativa tem sido revisada para baixo. A crença é de que será eleito, mas não terá votos para ajudar os demais candidatos.

Denúncia na Justiça prejudica campanha

A desconfiança em relação ao cartola corintiano tem diversos motivos. Dois deles: o fato de ter sido denunciado na Justiça Federal por apropriação indébita previdenciária na gestão no clube e não conseguir anunciar o prometido contrato com um patrocinador para dar nome ao estádio Itaquerão. Além disso, sua campanha não veio com a força esperada.

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Com Leonardo Fuhrmann

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