Por douglas.nunes

Além de investir nos bairros de periferia da capital paulista, a campanha de Dilma Rousseff (PT) programou ações específicas para o interior do Estado, a fim de reverter os índices de intenção de votos desfavoráveis à candidata. Dilma perde para Marina em São Paulo (tem 26%, contra 40% da candidata do PSB, segundo o Datafolha). Amanhã, Dilma estará novamente na capital paulista, ao lado de Lula, em uma caminhada no Largo 13, na zona sul. No sábado, petistas organizaram uma carreata com Lula no Sapopemba, extremo leste paulistano. Os principais líderes petistas - entre eles os ministros Marta Suplicy e Aloízio Mercadante, deputados e secretários - se dividiram para percorrer as maiores regiões do Estado, como Baixada Santista, Vale do Paraíba, Campinas e São José do Rio Preto.

Materiais específicos de campanha foram produzidos para cidades com mais de 70 mil habitantes. No total, são 76 municípios, que representam 74% do eleitorado paulista. Eles receberam materiais exaltando realizações do governo federal nas regiões, como as construções de Upas (unidades de pronto-atendimento), UBS (unidade básica de saúde) e outros investimentos em educação, transporte e habitação. Para o PSB de Marina, a campanha em São Paulo já era prioridade desde quando a chapa era encabeçada por Eduardo Campos. Tanto ele quanto Marina, na época vice, passaram a viver na capital paulista. A análise é que, para vencer, é necessário superar o PT no maior colégio eleitoral do País - área onde os petistas geralmente enfrentam dificuldades. Além disso, a presença na região é uma forma de compensar a falta de estrutura do PSB.

Pernambucanos perderam espaço

Depois da morte de Eduardo Campos, Pernambuco perdeu força na campanha do PSB. Seus familiares e políticos mais próximos tentaram, mas não conseguiram manter o mesmo peso. Marina assumiu e ganharam força seus principais auxiliares, como João Paulo Capobianco, Bazileu Margarido e Walter Feldman. O presidente do PSB em São Paulo, Márcio França, vice de Geraldo Alckmin (PSDB), também perdeu espaço e se dedica mais à campanha estadual. A exceção são os irmãos Mauricio e Alexandre Rands, parentes de Campos. Maurício cuida do programa de governo e Alexandre é da equipe econômica. 

Ainda Neca

O PT não perde tempo para ironizar Marina. Agora foi Ricardo Berzoini, ministro das Relações Institucionais, ao falar sobre a independência do Banco Central: “Quando tem banqueiro mandando, é muito dinheiro para os bancos e “neca” para o povo". (alusão à Neca Setúbal, herdeira do Itaú).

Gleisi divulga fala de adversário

A campanha da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), candidata ao governo do Paraná, está ajudando a divulgar a entrevista que o governador paranaense Beto Richa (PSDB) deu ao jornal Gazeta do Povo. Ela considera que as respostas dadas pelo candidato à reeleição já são em si uma arma para a campanha contra.

Campanha animal no Paraná

Candidato à reeleição, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) apareceu na campanha abraçado com o seu poodle, Hugo Henrique, para falar sobre seus projetos de proteção dos animais. O senador Roberto Requião (PMDB-PR), que tenta voltar ao governo, não deixou por menos. Apareceu ao lado do galo Ezekias, um brinquedo de plástico que faz barulho quando é apertado. É uma forma de driblar o pouco tempo de TV.

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Com Leonardo Fuhrmann

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