Aécio aposta em SP e Minas para ir ao segundo turno

Tucanos acreditam que ele continuará subindo na reta final para ultrapassar definitivamente Marina Silva e enfrentar na segunda fase a presidenta Dilma

Por O Dia

Com apenas três pontos atrás de Marina na pesquisa Datafolha de ontem, a campanha do presidenciável Aécio Neves (PSDB) sabe que a ida para o segundo turno dependerá de seu desempenho em São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do País. Apesar do pouco tempo até a eleição, tucanos acreditam que ele continuará subindo na reta final para ultrapassar definitivamente Marina Silva (PSB) e enfrentar na segundo fase a presidenta Dilma Rousseff (PT), que disputa a reeleição. Com um confronto tão equilibrado entre os dois, os tucanos avaliavam que o desempenho no debate de ontem na Rede Globo seria decisivo para saber quem enfrentará a petista. Até agora, o Sul e o Centro-Oeste concentram a maior reação de Aécio em relação a Marina.

O PSDB tem o trunfo de contar com candidatos e estrutura nos dois principais colégios eleitorais bem mais fortes do que a adversária Marina. Em São Paulo, administrado pelo partido há pelo menos 20 anos, o governador Geraldo Alckmin pode ser reeleito ainda no primeiro turno. Apesar de seu vice na atual campanha ser do PSB, o deputado federal Márcio França, Marina fez questão de se manter longe do governador. Os tucanos contam ainda com o ex-governador José Serra, que lidera a pesquisa para o Senado. Já em Minas, existe a possibilidade de o petista Fernando Pimentel vencer no primeiro turno a disputa ao governo, mas o ex-governador Antonio Anastasia (PSDB), sucessor e afilhado político de Aécio, é favorito para o Senado. Para ganhar mais fôlego em seu Estado, Aécio faz campanha hoje na região metropolitana de Belo Horizonte.

Empresário dá apoio pessoal a Marina

Fundador do Instituto Ethos e do Movimento Nossa São Paulo, o empresário Oded Grajew anunciou seu apoio “pessoal” à presidenciável Marina Silva (PSB). Mas ele não mostra a mesma disposição para anunciar suas preferências políticas quando o assunto é a eleição para governador, principalmente em São Paulo, onde vota. Para ele, nenhum dos candidatos trouxe ao debate propostas sobre a sustentabilidade, apesar do Estado viver uma séria e previsível crise hídrica.

Marineiro elogia gestão do petista Haddad

O empresário Oded Grajew faz elogios à contestada administração do prefeito paulistano, Fernando Haddad (PT). Para ele, o petista tem feito um trabalho importante ao investir no transporte público, em ciclovias , gestão de resíduos sólidos, expansão da coleta seletiva e aumento da participação da sociedade no governo. 

Viúva mandou um recado

Antes de gravar mensagem em apoio a Marina, a viúva de Eduardo Campos, Renata, teria pedido votos para o candidato a governador do PSB em Pernambuco, Paulo Câmara, sem citar o nome da presidenciável, com o objetivo de “mandar um recado”. Seria uma reação às declarações da candidata de que não voava em jatinhos e preferia voos de carreira. Renata teria interpretado essa fala como uma tentativa de “jogar no colo da família” o problema da documentação do jatinho que caiu em Santos. Segundo um integrante da campanha do PSB, a relação entre Marina e a viúva não andava bem, mas depois as duas “se entenderam”.

Técnico no comando

Professor do Instituto de Economia da Unicamp, Marcio Pochmann, é um crítico da autonomia do Banco Central e faz comparação com um time de futebol. “O BC tem de se subordinar ao presidente da República, como um time ao seu técnico. Um goleiro não pode agir do jeito que quiser”.

Últimas de _legado_Notícia