Por monica.lima
Publicado 04/11/2014 11:41 | Atualizado 04/11/2014 11:50
Segundo Márcio França%2C a oposição mais branda pode curar as feridas provocadas pelo apoio do comando do PSB a Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da disputa presidencialDivulgação

Dirigente do PSB e vice-governador eleito de São Paulo, o deputado federal Márcio França afirma que o partido fará oposição ao novo mandato da presidenta Dilma. Mas garante que a ideia é ser uma oposição diferente que a do PSDB e seus aliados. “Vamos tentar manter boas relações com o governo”, afirma. Ele acredita que a intenção de não fazer uma oposição intransigente será capaz de curar as feridas provocadas pelo apoio do comando do PSB a Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da disputa presidencial. França lembra que não há unidade nem mesmo entre os que se opuseram à decisão de seguir ao lado do tucano. “Creio que o ex-presidente do PSB Roberto Amaral pode querer um cargo no governo, mas a deputada Luiza Erundina (SP) prefere continuar na Câmara”, analisa.

Márcio França lembra que o partido elegeu três governadores - Paulo Câmara em Pernambuco, Ricardo Coutinho na Paraíba e Rodrigo Rollemberg no Distrito Federal. Para ele, os três devem optar por um relacionamento “prudente” com o governo petista, para não atrapalhar possíveis parcerias administrativas. O deputado afirma que o PSB discute uma federação de partidos com aliados como o PPS, PV e Solidariedade, mas não acredita em uma fusão ou incorporação entre eles. “Uma decisão do TSE impede novas adesões de deputados a partidos que se unem, facilitando apenas a saída de quem foi eleito por algum deles. Por isso, é possível que atuemos em conjunto, mas manteremos a identidade de cada um”, diz. Na Câmara, o PSB terá 34 cadeiras, o Solidariedade, 15; o PPS, 10 e o PV, 8. No Senado, o PSB terá 7 representantes; PPS, 1 e SD, 1.

Rede atrás de 20 mil assinaturas em SP

Seguidores da ex-ministra Marina Silva pretendem colher somente em São Paulo 20 mil das 32,6 mil assinaturas que ainda faltam para legalizar a Rede Sustentabilidade. A ideia é concluir a coleta de assinaturas em março, segundo a coordenação estadual de São Paulo, que se reuniu no sábado. Ao menos dez militantes da Rede - entre eles oito da direção estadual em São Paulo -, deixaram o grupo político de Marina Silva por discordarem do apoio dado no segundo turno ao presidenciável tucano Aécio Neves. Entre eles, o ex-porta-voz nacional Célio Turino e os ex-coordenadores-executivos Marcelo Pilon e Valfredo Pires.

Marighella: 45 anos

Militantes de esquerda farão um ato hoje, às 16 horas, em São Paulo, para lembrar a morte de Carlos Marighella. O ex-deputado e militante da Ação Libertadora Nacional (ALN) foi morto há exatos 45 anos, numa emboscada policial, na Alameda Casa Branca, nos Jardins, onde acontece o ato.

Tucanos querem distância de golpistas

Líderes tucanos começam a reagir contra as manifestações por um novo golpe militar no País. Assessor da Presidência do Instituto FHC, o ex-deputado Xico Graziano (PSDB) foi chamado de “petista infiltrado” nas redes sociais por ter defendido a democracia. Seu objetivo, segundo escreveu, é diferenciar os tucanos de movimentos “reacionários” e “intolerantes com as minorias”. Para o ex-governador paulista Alberto Goldman, é uma “irresponsabilidade” compactuar com os protestos.

Contra postagem “ xenofóbica”

Ontem, o governador paulista Geraldo Alckmin também rechaçou a defesa de uma “intervenção militar”. Na semana passada, o deputado federal eleito Floriano Pesaro e o presidente do PSDB paulista, deputado Duarte Nogueira, divulgaram uma nota contra a xenofobia. Entre elas, uma publicação do deputado estadual eleito Coronel Telhada, ex-comandante da Rota, pela divisão do Brasil. Após a reação negativa, ele se retratou e disse que houve um “mal-entendido”.

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Com Leonardo Fuhrmann

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