Por monica.lima
João Capiberibe lembra que o PSB já atua de forma independente no Senado desde 2013Waldemir Barreto/Agência Senado

O PSB no Senado pretende formar um bloco independente e, para isso, tenta atrair possíveis parceiros como o PV, Psol e o PCdoB. A partir do ano que vem, o partido terá seis representantes na Casa. Os blocos ou partidos com pelo menos nove senadores contam com vantagens no funcionamento do Senado. O senador João Capiberibe (AP) defende que o PSB dê preferência ao diálogo com partidos mais à esquerda, para não descaracterizar as bandeiras socialistas. Caso a proposta se concretize, os pessebistas serão os líderes do grupo, por ser o maior partido do bloco. Capiberibe lembra que o PSB já atua de forma independente no Senado desde 2013, quando decidiu deixar os cargos no governo para articular a candidatura presidencial do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

Para o senador João Capiberibe, a independência será uma forma de agradar tanto os defensores da neutralidade e os que apoiaram o presidenciável Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da eleição deste ano, como os que permaneceram ao lado da presidenta reeleita. Outro grupo dentro do PSB defende uma atitude oposicionista, com a formação de um bloco com partidos como o Solidariedade e o PPS, mais próximos do PSDB e do DEM. A decisão deve ser tomada pela executiva nacional do PSB no próximo dia 18. A possibilidade de ficar independente também facilita a relação com o governo federal dos três governadores eleitos pelo partido: Paulo Câmara em Pernambuco, Ricardo Coutinho na Paraíba e Rodrigo Rollemberg no Distrito Federal. Capiberibe avalia que a independência coloca o PSB numa posição “equidistante” entre governistas e oposição.

Contava contigo

Um das acolhidas mais fervorosas a Aécio Neves, ontem no Senado, partiu de seu colega Cristovam Buarque (PDT-DF). Ele abraçou o tucano e disse: “Tenho certeza que apoiei a pesso certa”. Em retribuição, ouviu do candidato derrotado: “Foi uma pena. Tinha planos que lhe incluíam".

PSDB pede investigação de convênio

O líder da minoria na Câmara, deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), vai questionar no Ministério da Justiça o convênio entre o governo da Venezuela e o MST para treinamento de suas lideranças, sob o argumento de que a proposta fortalece o socialismo no Brasil. “Como um movimento que não tem sequer personalidade jurídica pode representar o Brasil? Somente quem pode falar em políticas para um país é seu governo”, questiona. Sávio quer que a PF investigue os propósitos desta iniciativa que “usurpa a autoridade política do povo brasileiro”. Ele pretende também convocar o diretor-geral da Abin, Wilson Trezza, para falar sobre o assunto.

Amigo é pra essas coisas

O empresário Paulo Garcia, dono da Kalunga, foi um dos principais colaboradores da campanha a deputado de Andrés Sanchez (PT), na esperança de ter o apoio dele nas eleições para a presidência do Corinthians. Amanhã, Garcia será lançado como principal nome da oposição. Seu vice será o também empresário Osmar Stábile. Mas Andrés deve apoiar o candidato da situação, Roberto Andrade. Roque Citadini, conselheiro do TCE, queria ser candidato, mas ficará de fora.

PT se aproveita de atos, diz tucano

O presidente do PSDB no Estado de São Paulo, Duarte Nogueira, rebate afirmações de que simpatizantes de seu partido apoiam manifestações a favor da volta da ditadura militar no País. “O PT é que está imputando essa pecha ao nosso partido”, reclama. “Eles é que têm mais características de apoio a movimentos de supressão de liberdade e cerceamento de imprensa”, afirma. “Não apoiamos rompimento institucional nem regime militar”, assegura.

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Com Leonardo Fuhrmann
Colaborou Edla Lula

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