Por monica.lima
O PCdoB espera que Aldo Rebelo adie seus projetos pós políticaAgência Brasil

Integrante fiel da base governista, o PCdoB pretende manter o Ministério dos Esportes no segundo mandato de Dilma Rousseff (PT). O partido se apoia na boa organização da Copa do Mundo, que surpreendeu os críticos, para continuar com o cargo. O partido considera uma temeridade mudar agora, pois o Rio será sede dos Jogos Olímpicos em 2016 e existem diversas ações em andamento para garantir o sucesso das competições. Por isso mesmo, defende também a continuidade de Aldo Rebelo no comando da Pasta. Depois de seis mandatos na Câmara dos Deputados, o ministro decidiu não concorrer à reeleição para ficar no primeiro governo Dilma até o final. Por isso, seus colegas de partido consideram justa a sua permanência. O desafio passa também por convencê-lo a ficar.

Aos 58 anos, Aldo já anunciou a seus colegas planos para depois da política, como escrever um livro. É cogitado também para um grupo de notáveis coordenado pelo economista Luiz Gonzaga Belluzzo em seu time do coração, o Palmeiras. Mas a expectativa no PCdoB é que ele adie por mais um tempo esses projetos. No meio da reforma ministerial há muita gente de olho no Esporte. No Rio, aliados do prefeito Eduardo Paes (PMDB) e do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) usam o Rio-2016 para argumentar que é o momento de ter um carioca à frente da Pasta. O PDT, que controla o Ministério do Trabalho desde 2007 (no começo do segundo governo Lula), está disposto a mudar de área e defende um revezamento dos ministérios entre os aliados. Independentemente da vontade de Dilma, a ideia sofre resistências em outros partidos.

Petista descarta

Citado como um possível nome para o Ministério do Esporte, o deputado da “bancada da bola” Vicente Cândido (PT-SP) - sócio num escritório de advocacia de Marco Polo Del Nero, presidente eleito da CBF, diz não pretender o cargo. “Não estou em busca, nem sou candidato”.

Extinção de ministério é polêmica

Políticos e especialistas reagiram de maneiras opostas diante da possibilidade de o governo extinguir o Ministério da Ciência e Tecnologia. Um petista do setor disse não ter ouvido nada a respeito, mas considerou a ideia positiva. “Pode ser bom, dependendo da maneira como seria feita, já que muita coisa precisa mudar”, afirmou. A intenção seria transformar a pasta numa secretaria do Ministério da Educação. Dois outros governistas disseram não acreditar na extinção, por ser um setor estratégico. Para eles, o discurso da presidenta Dilma Rousseff durante a campanha reforçava a necessidade de mais investimentos na área.

Livro trata de dupla tributação

O tributarista gaúcho Fabio Brun Goldschmidt lança hoje, em São Paulo, o livro “Teoria da Proibição de Bis In Idem no Direito Tributário e no Sancionador Tributário”. A obra, com prefácio do ministro do STF Teori Zavascki, é a tese de doutorado do autor em Direitos e Garantias do Contribuinte pela Universidade de Salamanca, na Espanha. Goldschmidt é membro titular do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), do Ministério da Fazenda.

Roseana não deve passar a faixa

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), não deverá passar a faixa para o seu sucessor, Flávio Dino (PCdoB). Quando o primeiro governador eleito pelo PCdoB no País assumir o cargo, Roseana estará nos Estados Unidos, segundo políticos próximos. Em uma entrevista, em agosto, ela havia garantido que passaria a faixa para Dino, caso ele fosse o eleito. “Naturalmente. Não tenho receio dessas coisas. Ando de cabeça erguida”, afirmou naquele momento.

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Com Leonardo Fuhrmann

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