Por monica.lima
De olho nas parcerias com o governo federal%2C, Geraldo Alckmin acena com uma oposição menos contundente do que os senadores Aécio Neves e Aloysio Nunes e o ex-presidente FHCWilson Dias/Agência Brasil

Visto como um potencial presidenciável tucano para 2018, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), tem dado sinais de que vai manter sua estratégia política bem sucedida nos últimos quatro anos. De olho nas parcerias com o governo federal, acena com uma oposição menos contundente do que alguns colegas, como o senador Aécio Neves (MG), o ex-presidente Fernando Henrique e, principalmente, o senador Aloysio Nunes (SP), que foi a manifestações contra a presidenta Dilma no último sábado. Participaram desse ato, defensores de uma intervenção militar e da recriação do Comando de Caça aos Comunistas (CCC). Mais contido como opositor, Alckmin afirmou que protestos por golpe militar são “inaceitáveis” e não há fato que justifique um impeachment de Dilma.

Mas o governador terá dificuldade de combinar o clima ameno com os adversários. Em reuniões recentes, líderes do PT paulista apontaram a oposição fraca a Alckmin na Assembleia Legislativa como um fator decisivo para o desempenho desastroso de Dilma no Estado e os fracassos das candidaturas de Eduardo Suplicy, ao Senado, e do ex-ministro Alexandre Padilha ao Palácio dos Bandeirantes. Os petistas de São Paulo avaliam ainda que a mudança de atitude será fundamental para manter as prefeituras administradas pelo partido no Estado, como a da capital, comandada por Fernando Haddad. Há uma constatação de que a imagem do PT desgasta o prefeito. Líderes do partido em outras regiões também cobram uma solução para o problema de São Paulo. Além de ser o maior do colégio eleitoral do País, o local é simbólico por ser o berço do petismo.

A Liberdade dos bolivianos

A Prefeitura de São Paulo lançou ontem um projeto para regularizar a feira dos bolivianos da Rua Coimbra, no Brás (região central). A ideia é tornar o lugar uma referência da cultura dos imigrantes desse país na cidade. O secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Rogério Sottili, afirmou que pretende tornar a rua uma atração turística da cidade, como é a Liberdade, bairro símbolo da presença dos povos orientais. Para isso, foi apresentado um projeto arquitetônico para a construção de um pórtico na rua, sinalização bilíngue, arborização e a caracterização das imediações com símbolos típicos bolivianos.

Rede se organiza

A Executiva Nacional da Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, fará um encontro no final de semana, em Brasília, para avaliar os resultados da última eleição e organizar a campanha de coleta de assinaturas para legalizar o partido. Também será discutida a organização da Rede no País.

MST nas terras de Eunício

Um grupo de militantes sem-terra iniciou ontem uma greve de fome na Assembleia Legislativa de Goiás contra a reintegração de posse, autorizada pelo Tribunal de Justiça, de imóvel rural pertencente ao senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), líder do partido na Casa. Segundo o MST, o parlamentar é dono de “mais de 24 mil hectares de terras autodeclaradas improdutivas” na região. Estão ameaçadas de despejo três mil famílias acampadas em uma das propriedades desde agosto.

PT quer cargo para ajudar em 2016

Para começar a recuperar a força e o prestígio do PT em seu Estado, o líder do partido no Senado, Humberto Costa, quer que a presidenta eleita Dilma Rousseff garanta um cargo federal de projeção ao deputado João Paulo Lima - derrotado na disputa ao Senado na última eleição -, a fim de fortalecer o nome dele para concorrer à prefeitura de Recife em 2016. Petistas estão de olho em importantes cargos federais no Estado que eram ocupados pelo PSB, ex-aliado.

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Com Leonardo Fuhrmann
Colaborou Patrycia Monteiro Rizzotto

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