Por monica.lima
Ex-líder do governo e ex-presidente da Câmara%2C Arlindo Chinaglia (SP) é o preferido da maior parte da bancada do PT para enfrentar Eduardo Cunha%2C do PMDB na disputa pela CâmaraLuis Macedo/Divulgação

O PT estuda aderir ao bloco governista que vinha sendo organizado pelo Pros, PCdoB e PDT. Com a adesão de partidos menores, o grupo pode chegar a ter próximo de 150 integrantes. Com isso, se tornaria uma alternativa à concentração de poder nas mãos do PMDB e de seu líder na Câmara, o deputado fluminense Eduardo Cunha. O PT, como maior partido da Casa na próxima legislatura, terá uma posição de liderança dentro do novo agrupamento de partidos. O PMDB tem a segunda maior bancada, mas Cunha tem conseguido atrair partidos governistas com perfil mais conservador para apoiar sua candidatura já oficializada à Presidência da Câmara. Outro reforço importante dele é a possibilidade de contar com a ajuda de opositores interessados em garantir uma derrota do governo Dilma.

A adesão do bloco serviria também para neutralizar a pressão entre petistas para um acordo com Cunha. A alegação do grupo, conhecido pejorativamente como “PMDB do PT”, é de que se aliar ao peemedebista seria a melhor alternativa para evitar uma derrota do governo na disputa pelo comando da Câmara. Ex-líder do governo e ex-presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (SP) é o preferido da maior parte da bancada para enfrentar o peemedebista. Seu nome também conta com a simpatia dos aliados que defendem a formação do bloco, pois fortaleceria o poder de outros grupos junto à presidenta Dilma. Durante o primeiro mandato, líderes desses partidos chegaram a afirmar seguidas vezes que o governo tinha virado “refém” do PMDB para garantir uma maioria mais confortável no Congresso. Agora, tentam mudar o equilíbrio de forças.
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A volta do fator Serra dentro do PSDB
Os deputados Ricardo Tripoli e Bruno Covas, o senador Aloysio Nunes e o suplente José Aníbal e o vereador Andrea Matarazzo são cogitados para disputar a Prefeitura de São Paulo em 2016 pelo PSDB. Mas já há quem nos bastidores do partido aposte no fim do filme: a escolha do recém-eleito senador José Serra como candidato do partido ao cargo. Ele só abrirá mão da revanche com o prefeito Fernando Haddad (PT) caso esteja em destaque no Senado. O filme não é muito diferente do que aconteceu entre os tucanos em 2012 e 2014, sempre com o ex-governador decidindo entrar na disputa na última hora e os demais pré-candidatos abrindo espaço para ele.
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Mesma disputa
Também candidato em 2012, Gabriel Chalita (PMDB) estaria de olho no quadro para disputar a Prefeitura paulistana em 2016, assim como o deputado reeleito Celso Russomanno (PRB). Se isso acontecer, o prefeito pode enfrentar novamente, na disputa pela reeleição, seus rivais de 2012.
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Governo impede passeio ciclístico
O Instituto CicloBR cancelou a edição deste ano da cicloviagem “Rota Márcia Prado”, entre a capital paulista e Santos. O motivo é a resistência do governo do Estado e da Ecovias, concessionária do sistema Anchieta-Imigrantes, a liberar um trecho do acostamento da estrada para que os ciclistas pudessem usá-lo para entrar no Parque da Serra do Mar. A viagem homenageia Márcia Prado, morta em 2009, quando sua bicicleta foi atingida por um ônibus na Avenida Paulista.
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Em busca de um novo partido
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, deve seguir na política, mas bem longe do PMDB. Ex-candidato do partido ao governo paulista, ele rompeu durante a campanha com o vice-presidente Michel Temer, que havia bancado sua filiação. O motivo foi a resistência do empresário, segundo colocado na disputa, a apoiar a reeleição da presidenta Dilma. O clima entre os dois ficou tão tenso que o ex-governador Luiz Antônio Fleury Filho passou a fazer a ponte entre eles.
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Com Leonardo Fuhrmann
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