Novos partidos devem alterar equilíbrio de forças na Câmara

PR e PSD articulam a criação de partidos satélites para receber políticos insatisfeitos, principalmente da oposição. As novas legendas devem reduzir a dependência que o governo tem hoje em relação ao PMDB, cujo líder, Eduardo Cunha (RJ), disputa o comando da Câmara

Por O Dia

O PSD%2C do ministro das Cidades%2C Gilberto Kassab%2C elegeu a quarta maior bancada%2C com 37 deputadosMarcelo Camargo/Agência Brasil

A formação de dois novos partidos, um apoiado pelo PSD e outro pelo PR, pode se tornar decisiva para a eleição da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e para o equilíbrio de forças dentro da base governista. O PSD, do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, elegeu a quarta maior bancada, com 37 deputados, e o PR, a sexta, com 34. Cada um deles espera atrair pelo menos 10 parlamentares com a criação das novas legendas. Políticos do PSD trabalham pela criação do PL, enquanto o PR ajuda na articulação do Muda Brasil. A expectativa é atrair principalmente deputados que não se sentem confortáveis na oposição, além de receber os que tiveram confrontos com as direções partidárias na campanha. “São movimentações naturais de começo de mandato”, explica um deles.

Ainda há dúvidas dentro dos partidos sobre a melhor forma de juntar as forças depois de criar as legendas satélites. A fusão abriria espaço para que deputados eleitos pelo PR e pelo PSD deixassem os partidos sem o risco de perderem o mandato. Por isso, os dirigentes consideram a criação de blocos parlamentares mais segura. O Pros, o PCdoB e o PDT também trabalham na formação de mais um bloco de apoio a Dilma. Uma alternativa mais radical é a formação de uma federação de partidos, como já fizeram os oposicionistas PSB, PPS, Solidariedade e PV. O objetivo da federação é uma atuação conjunta também fora do Legislativo, de olho nas disputas municipais de 2016. Mas, diferentemente do bloco que é registrado na casa legislativa, a federação é apenas informal. Os fundos partidários e o tempo de rádio e TV são administrados separadamente.

Preocupação do lado de cá

Por conta do ataque ao jornal humorístico francês Charlie Hebdo, que deixou 12 mortos em Paris, o Ministério da Justiça do Brasil publicou em seu perfil nas redes sociais um alerta sobre a intolerância religiosa e a liberdade de expressão. A publicação era alvo de ameaças de grupos islâmicos depois de publicar charges que satirizavam o profeta Maomé. O texto destaca a crítica a dogmas religiosos como um direito assegurado pela liberdade de expressão. Mas deixa claro que atitudes agressivas, ofensas e tratamento diferenciado a alguém em função de crença - ou pelo fato da pessoa não ter qualquer religião - são crimes inafiançáveis.

Acesso à cultura

A Prefeitura de São Paulo levou ontem as crianças e famílias atendidas pelo programa “Braços Abertos”, de tratamento sem internação a dependentes químicos da região conhecida como “cracolândia”, para uma visita ao Pátio do Colégio. O local é o marco zero da capital paulista.

Secretária tem apoio de acadêmicos

Pouco conhecida e vista com desconfiança por ONGs da área ambiental, a nova secretária do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Patrícia Faga Iglecias, tem recebido apoio do meio acadêmico, ao qual pertence. Patrícia é professora do Departamento de Direito Civil da Faculdade de Direito da USP. É orientadora do curso de mestrado e doutorado da faculdade e do Programa de Ciência Ambiental da USP (Procam), além de vice-coordenadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Desastres da instituição.

Ideias inspiraram livro de professor

A secretária Patrícia Iglecias recebeu apoio, entre outros, de professores como Ricardo Abramovay e José Eli da Veiga, ambos do Departamento de Economia da Faculdade de Economia e Administração da USP. “Excelente escolha de Alckmin para o Meio Ambiente. Ela escreveu importante tese sobre resíduos sólidos”, disse Abramovay, no Twitter. Afirmou ainda que ideias da secretária inspiraram um de seus livros sobre resíduos sólidos.

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