Por monica.lima
No Senado%2C o ex-presidenciável Aécio Neves busca um dissidente da base aliada para disputar a Presidência da CasaPaulo Fridman/Bloomberg

Passada a derrota eleitoral, o PSDB começa a se organizar na oposição. E aposta em novos desdobramentos da divisão da base aliada, nas dificuldades enfrentadas pela economia e em novas denúncias de corrupção na Petrobras e em outras estatais como seus trunfos. No Senado, o ex-presidenciável Aécio Neves busca um dissidente da base aliada para disputar a Presidência da Casa. O nome cogitado é Ricardo Ferraço (PMDB-ES), o peemedebista mais próximo à oposição. Na Câmara, o candidato é Júlio Delgado (PSB-MG). Seus aliados apostam na boa relação de Delgado com o baixo clero e os recém-eleitos, o que pode ser decisivo em um eventual segundo turno. Ele organiza as partidas de futebol entre os parlamentares, momento de integração com os mais experientes e expressivos.

Outro fator apontado como importante é o próprio impacto da disputa entre o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), e o petista Arlindo Chinaglia (SP) pela Presidência da Câmara. O governo tem atuado para garantir a vitória do deputado paulista, apesar de não admitir publicamente. A atitude aumenta ainda mais as diferenças entre os aliados de cada um deles, inclusive dentro do PT. Em suas falas públicas, Chinaglia tem assumido uma postura de independência do governo, apesar de ser inegavelmente o candidato mais próximo da presidenta Dilma. Cunha tem uma relação dúbia com o governo e é visto como alguém que pode ser mais ou menos governista, conforme o interlocutor. Além de se equilibrar entre a situação e a oposição, Cunha teria conseguido formar uma bancada própria graças à ajuda dada a colegas durante a disputa eleitoral.

Contra a disputa

Os deputados federais eleitos do PSDB se reunirão antes da posse para decidir quem será o próximo líder do partido. A ideia é evitar uma disputa pelo cargo. Até agora, seis parlamentares demonstraram interesse em assumir o posto: três deles são de São Paulo, dois de Minas e um do Rio.

Suplicy diz entender problemas no PT

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que encerra seu mandato no final do mês, diz entender os motivos que levaram sua ex-mulher, a também senadora petista Marta Suplicy, a demonstrar desilusão com o partido. “Tenho ciência dos problemas vividos pela Marta. Há dificuldades no partido, com tudo o que aconteceu. Todos nós estamos sentindo”, afirma. Ele diz que muitas pessoas têm lhe feito propostas para também deixar o PT. “Se vai sair? Ela é quem decide. Não conversamos sobre isso. Falamos sobre nossos filhos e netos. Eu vou continuar no PT, defendendo a ética, a transparência e lutando contra as desigualdades sociais e a corrupção”.

Parceria com moçambicanos

Representantes da Embaixada de Moçambique e da Associação Nacional de Empresários e Empreendedores Afro-Brasileiros (Anceabra) visitaram ontem a Fundação PoliSaber, mantenedora do Cursinho da Poli (USP). Os moçambicanos vieram conhecer os trabalhos e a experiência da instituição na área de educação inclusiva. O governo moçambicano convidou o presidente da entidade, Gilberto Alvarez, para participar de uma missão em Moçambique a partir do dia 28 de março.

PSB cogita candidatura de Ana Arraes

A conselheira do Tribunal de Contas da União (TCU) Ana Arraes, mãe do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (morto em agosto), deve se aposentar somente em julho de 2017, mas já se fala no seu nome para assumir a presidência do PSB pernambucano. E também para uma candidatura ao Senado, em 2018. Líderes locais do PSB defendem que Ana, por enquanto, atue como uma espécie de conselheira do partido.

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Com Leonardo Fuhrmann

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