Por monica.lima
Por Leonardo Fuhrmann (interino) - [email protected]
Senador Luiz Henrique (foto) já recuou em uma candidatura em apoio a Renan Calheiros, com o compromisso do atual presidente do Senado de não disputar a reeleiçãoMoreira Mariz/Agência Senado

Com o apoio de colegas de outros partidos, o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) anunciou a intenção de disputar a Presidência da Casa mesmo que o seu nome não seja referendado pelo seu partido. O PMDB terá 19 senadores e tradicionalmente o comando do Senado fica nas mãos do partido com a maior bancada. Para ficar na disputa, o catarinense conta com o apoio de parlamentares de partidos como o PP e o PDT, além de dissidentes do próprio PMDB. O apoio pode ficar maior com a possibilidade de adesão das principais legendas de oposição, o DEM e o PSDB. Apesar da demora em oficializar sua candidatura, o atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), teria interesse em disputar a reeleição e pressiona o colega a se sujeitar a uma decisão da bancada peemedebista.

A Renan, Luiz Henrique lembra que já voltou atrás de uma candidatura para apoiá-lo, com o compromisso do atual presidente de não disputar a reeleição. Na época, Renan cogitava se candidatar ao governo de Alagoas, mas acabou lançando o filho, que foi eleito. À tarde, Luiz Henrique se reuniu com representantes do PSB. O partido havia lançado a candidatura de Antonio Carlos Valadares (SE), mas deve anunciar seu recuo oficialmente na sexta-feira. O motivo é que o catarinense concordou em assumir as principais propostas defendidas pelo partido, como a democratização da escolha dos relatores dos projetos e dos integrantes das comissões. Outro ponto do compromisso é com a definição de uma agenda para colocar em votação até o meio do ano de uma reforma política, que altere o financiamento de campanha e as coligações.
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Tentativa de diversificar os apoios
A campanha do deputado Julio Delgado (PSB-MG) ao comando da Câmara acredita que a atuação de líderes tucanos - como os senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - foi suficiente para conter o grupo de parlamentares do partido que pretendiam apoiar a candidatura de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A ala do PSDB que apoia o peemedebista é vista hoje como mais ruidosa do que expressiva. Agora, o deputado mineiro tenta avançar também sobre os deputados de bancadas que já declaram voto em seus adversários. Delgado é visto como fundamental para levar a disputa ao segundo turno.
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Sem voto próprio
Dirigente do PSC, partido pelo qual foi presidenciável no ano passado, o pastor Everaldo tem participado ativamente da campanha do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), à Presidência da Câmara. Ele pode ser visto pelos corredores da Casa com material da campanha do peemedebista.
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Por enquanto, como qualquer cidadão
Antigo frequentador do Senado, onde já cumpriu mandato, o senador eleito Tasso Jereissati (PSDB-CE) entrava apressado ontem no edifício principal do Senado quando foi barrado por um segurança. O homem lhe pediu que se identificasse na recepção, assim como faz qualquer cidadão quando acessa o prédio. “Eu sou Tasso Jereissati”, disse. “Certo, mas pode fazer o favor de se identificar na recepção?”, respondeu o segurança ao ex-presidente nacional do PSDB.
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Autoridade só depois da posse
Tasso Jereissati ainda tentou convencer o profissional mais uma vez de que não tinha porque exigir a identificação dele. “Sou senador eleito”, insistiu, quando o segurança, do alto de sua autoridade de guardião da instituição, retrucou: “O senhor é senador eleito, mas ainda não é senador. Dirija-se ao balcão, por favor”. Visivelmente irritado e com o rosto explodindo de vermelhidão, o futuro senador, que tomará posse no domingo, se viu obrigado a obedecer.
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Colaborou Edla Lula