Por monica.lima
O aliados de Arlindo Chinaglia lembram que o deputado conseguiu colocar em votação projetos importantes quando foi presidente da Câmara dos DeputadosLuis Macedo/Divulgação

Por Leonardo Fuhrmann (interino) - [email protected]

Para levar o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) à vitória na eleição para a Presidência da Câmara no próximo domingo, o PT aposta na imagem do parlamentar e na união dos governistas. O argumento é que os partidos que apoiam a presidenta Dilma Rousseff foram contemplados na reforma ministerial e, por isso, deveriam se manter ao lado do candidato governista. O discurso tem como alvos principais o PP e o PR, que ainda não oficializaram seu apoio a nenhum dos nomes colocados na disputa, e o PRB, legenda que já havia anunciado a aliança com Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no ano passado. Apesar da crescente simpatia por Chinaglia, o PRB ainda hesita em oficializar uma mudança de lado na disputa. Nas bancadas do PR e do PP, a resistência a Chinaglia também teria diminuído.
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Na hora de compor o Ministério, a presidenta teve uma atenção para não desagradar os deputados da base. Agora, a expectativa é por cargos no segundo e terceiro escalão. Para o grupo ligado a Cunha, a entrada do governo na campanha mais atrapalha do que ajuda Chinaglia. PSD, Pros e PCdoB já declaram voto no petista. Para superar o peemedebista, os aliados de Chinaglia também apostam na defesa da imagem do Legislativo. O petista é ligado ao governo, do qual chegou a ser líder, mas seu nome é mais distante de escândalos do que o de Cunha. O ponto pode ser importante principalmente neste momento, quando as denúncias de corrupção na Petrobras, investigadas pela Operação Lava Jato, ameaçam chegar ao Congresso. Eles lembram ainda que Chinaglia conseguiu colocar em votação projetos importantes quando foi presidente da Casa.
Posse aberta para o público em SP
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A Prefeitura de São Paulo prepara uma ação especial para a posse dos secretários de Direitos Humanos, o senador Eduardo Suplicy, e de Relações Governamentais, o ex-ministro Alexandre Padilha, na segunda-feira. Normalmente, cerimônias desse tipo são realizadas em um auditório na sede do Executivo paulistano, para um público restrito. No caso dos dois, o evento foi marcado para o hall da entrada principal do prédio, no Viaduto do Chá, para mais pessoas. O lugar é onde o próprio prefeito, Fernando Haddad (PT), tomou posse. A expectativa dos petistas é transformar o evento formal em um ato político, com militantes do partido na cidade.
Mais mudanças
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A reforma do secretariado do prefeito paulistano, Fernando Haddad (PT), ainda não terminou. A expectativa de sua equipe é concluir a movimentação nos principais cargos no próximo mês. Os reforços são considerados importantes para melhorar a relação com aliados e preparar caminho para a reeleição.
Assinaturas de reserva
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Em encontro com Marina Silva e com militantes da Rede, no Rio de Janeiro, o deputado federal Miro Teixeira (Pros) afirmou que, na ânsia de criar novos partidos, muitos políticos “recolhem duas ou três assinaturas de apoio da mesma pessoa para fazer outros partidos depois”. Miro reclamou, também, do tratamento dado à Rede, que teve o pedido de registro indeferido pelo TSE em 2013. “Aquilo que nos foi negado nós vamos conquistar. E terá um sabor melhor”.
Contagem regressiva da Rede
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A sigla de Marina Silva corre para recolher mais 100 mil assinaturas até o dia 15 de março e enviar entre 42 mil e 45 mil fichas certificadas ao Tribunal. Atualmente, o registro do partido está por apenas 32 mil assinaturas. Antes mesmo de ser oficializado como partido, o grupo de Marina Silva já sofreu uma dissidência. Militantes tidos como mais progressistas se afastaram da Rede depois da ex-presidenciável ter anunciado seu apoio ao tucano Aécio Neves no segundo turno.
Colaborou Eduardo Miranda
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