Por monica.lima
Gilberto Carvalho é dos nomes cotados para a nova Executiva do PTDivulgação

O Diretório Nacional do PT, reunido hoje em Belo Horizonte, deve analisar a proposta de inclusão em sua Executiva de duas figuras petistas de expressão ligadas ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva: o assessor especial do governo Marco Aurélio Garcia e o ex-ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Garcia já é membro do diretório. Carvalho não é nem suplente. A proposta partiu do próprio Lula, que quer políticos de peso na direção. 

A Executiva funcionaria, assim, como uma espécie de “gabinete de crise”, posicionando-se com mais ênfase em momentos de turbulência como o atual, quando o partido se vê envolvido em denúncias de corrupção na Petrobras. O PT ainda estuda a melhor maneira de incluir Garcia e Carvalho.

O número de integrantes da Executiva pode ser ampliado ou eles substituirão dois dos atuais dirigentes. A primeira alternativa é a preferida, pois evitaria mal-estar. Se a proposta for aprovada, ela será formalizada, posteriormente, no congresso do partido, em junho, em Salvador. Somente o congresso pode mudar as regras do estatuto, que rege a nomeação de dirigentes. Apesar do pedido de Lula, Garcia estaria inclinado a rejeitar a convocação, sob a alegação de tem muito trabalho no governo Dilma. Outra mudança já prevista é a saída do ex-deputado Geraldo Magela (DF) da secretária-geral. Será substituído por seu irmão, Romênio Pereira. Os dois são da corrente Movimento PT. No encontro, grupos à esquerda devem propor uma moção contra medidas provisórias do governo com novas regras para seguro-desemprego e concessão de pensão.

Ação da PF reforça posição petista

O depoimento do tesoureiro do PT nacional, João Vaccari, ontem à Polícia Federal, reforçou no partido o entendimento sobre a defesa do fim do financiamento eleitoral por empresas. A avaliação é que as dúvidas que agora recaem inclusive sobre doações legais de empreiteiras envolvidas em obras da Petrobras tornam a medida necessária e urgente. Por isso mesmo, o PT pretende fechar o cerco para que nenhum de seus parlamentares vote pela reforma política defendida pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conhecida como “PEC do Vaccarezza”, em referência ao ex-deputado petista que foi relator do projeto em uma comissão especial.

Voto de fé

O PRB, partido ligado à Igreja Universal de Edir Macedo, apoiou a eleição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara. Antes da votação, o ministro do Esporte, George Hilton, filiado ao PRB, dizia que 17 dos 21 deputados do partido votariam em Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Mobilização tardia por Alckmin

Políticos ligados ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), bem que tentaram evitar o chamado para ele fosse à Câmara Municipal de São Paulo falar sobre a crise hídrica. Mas a mobilização foi tardia. Mais de 30 vereadores assinaram o convite ao governador e também ao prefeito Fernando Haddad (PT), formulado pela Liderança do PT. O documento já está nas mãos do presidente da Câmara, Antonio Donato (PT), que vai enviar os convites hoje para ambos.

Protógenes: volta às armas

Não reeleito para a Câmara dos Deputados, o delegado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) anunciou pelas redes sociais o seu retorno à Polícia Federal. “Agora é hora de voltar para casa”, escreveu, ao lado de uma foto de mau gosto em que aparece empunhando uma metralhadora e outras armas ao fundo. “Satyagraha - resistência pacífica e silenciosa”, prosseguiu, em referência à operação que o tornou conhecido e levou o banqueiro Daniel Dantas à prisão.

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Com Leonardo Fuhrmann

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