Por monica.lima
PSB%2C PPS e PV apoiaram a candidatura de Julio Delgado à Presidência da CâmaraJosé Cruz/Agência Brasil

Como partido, o PSB deixou claro que pretende manter sua independência em relação à gestão da presidenta Dilma Rousseff, sem filiados com cargos de confiança no governo. Mas a bancada do PSB quer que essa independência seja crítica, principalmente em relação aos sinais de crise econômica e às denúncias de corrupção. Por isso, apoia a formação de CPIs. Além da Petrobras, o setor elétrico e o BNDES são citados como temas possíveis. Por outro lado, há uma preocupação dos dirigentes de manter pontes entre o governo e pessebistas, principalmente para os três governadores e prefeitos do partido. Para deixar clara sua intenção de dialogar com o PT, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, por exemplo, teve uma reunião com o ex-presidente Lula na semana passada.

Em conversa ontem, no Aeroporto de Brasília, os deputados Sarney Filho (PV-MA), Rubens Bueno (PPS-PR) e Julio Delgado (PSB-MG) trataram da necessidade de convocar uma reunião para criar um discurso comum nas bancadas de suas legendas e o Solidariedade, com quem formam uma federação. O PSB e o PV defendem uma independência em relação ao governo e também à oposição liderada pelo PSDB. O PPS e o Solidariedade estão mais próximos de tucanos e do DEM. Diferentemente de um bloco, que existe apenas no Parlamento, a federação quer atuar unida também fora do Legislativo, inclusive nas eleições de 2016. O primeiro racha no grupo se deu justamente na abertura dos trabalhos da legislatura. PSB, PPS e PV apoiaram a candidatura de Delgado à Presidência da Câmara, mas o Solidariedade preferiu ficar com Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Conversas de Marta

Fala-se na possibilidade de a senadora Marta Suplicy (PT-SP) migrar para o PSB, mas ela ainda não encerrou as negociações com o Solidariedade, liderado pelo deputado Paulinho da Força. Na semana passada, a ex-prefeita paulistana se reuniu novamente com Paulinho, em um almoço.

Para Dilma pagar a conta dos outros

Não bastassem os problemas de seu governo, a presidenta Dilma deve pagar também pelos erros de outros governantes, inclusive rivais. Pelo menos é o que pensam os criadores de ato contra a presidenta marcada para domingo, em São Paulo. Entre os motivos para tirar-lhe o mandato, incluem a falta d'água, causada, segundo eles próprios, pelo governador Geraldo Alckmin e pelos 20 anos de poder do PSDB no Estado. Citam ainda o reajuste das tarifas do transporte (estadual e municipal). E dizem não a reajustes em impostos como o IPVA e o ICMS (estaduais), o IPTU (municipal) e o IOF. Mais de 40 mil pessoas confirmaram presença pelas redes sociais.

Briga entre PT e PMDB se espalha

PT e PMDB não brigam apenas na Câmara dos Deputados. Petistas e peemedebistas que fizeram dobradinhas em eleições também estão rompendo alianças. Em Ubatuba, no litoral norte paulista, o vice-prefeito da cidade eleito pelo PMDB, Sérgio Caribé, tornou-se adversário do atual prefeito do PT, Maurício Moromizato. E anunciou que pretende enfrentá-lo na eleição no próximo ano, provavelmente com o apoio do PSDB. Os peemedebistas reclamam, principalmente, pelo fato de o PT abrigar na prefeitura, em cargos importantes, militantes vindos de outras cidades.

Mais um metalúrgico na política

Em meio a uma ferrenha disputa entre dois petistas - Luiz Fernando Teixeira, deputado estadual, e Tarcísio Secoli, secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC -, que desejam concorrer à sucessão de Luiz Marinho na Prefeitura de São Bernardo do Campo (SP), surge agora um terceiro nome: Rafael Marques, presidente da entidade sindical que já foi comandada pelo ex-presidente Lula, ganha força no PT.

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Com Leonardo Fuhrmann

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