Por monica.lima
Seguidores de Paulo Maluf informam que ele retomou a direção do partido no semana passadaDivulgação

O PP em São Paulo está em guerra. O deputado Paulo Maluf conseguiu retomar o comando do diretório do partido no Estado, por meio de decisão judicial, mas os ex-dirigentes, seus adversários internos, ainda tentam resistir. Aliados do também deputado federal Guilherme Mussi, que vinha presidindo o partido em São Paulo, dizem não ter sido notificados e garantem que “nada mudou”. Ontem, asseguravam que Mussi continuava no cargo e outro ex-integrante da Executiva, o tesoureiro Maurício Landin, estaria fazendo o pagamento de funcionários na sede “normalmente”. Os seguidores de Maluf, por outro lado, informaram que ele retomou a direção do partido na semana passada. E já teria, inclusive, realizado uma primeira reunião com a nova Executiva.

Maluf, depois de ter garantida sua diplomação como deputado federal (ele corria o risco de ser considerado inelegível por causa da lei da Ficha Limpa), foi reintegrado à presidência do PP paulista por uma determinação da 4ª. Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, “até que o mérito da questão seja analisado”. Ele foi eleito presidente estadual. Mas uma decisão do PP nacional, no final do ano passado, dissolveu a direção no Estado. O presidente nacional do partido, Ciro Nogueira, nomeou interventores. Maluf teve pedidos anteriores rejeitados, mas conseguiu parecer favorável em recurso encaminhado à Brasília. Seguidores de Mussi dizem que a direção nacional não quer a aliança com o prefeito petista de São Paulo, Fernando Haddad, e se mostra contrariada com Maluf, por causa das denúncias de contas dele no Exterior.

Plantada em casa

O Senado brasileiro debaterá o cultivo caseiro de maconha, de até 12 pés da planta por pessoa, na audiência pública da Comissão de Educação para tratar do PLC 37/2013, que muda a lei sobre drogas. Mais de 10 mil pessoas aderiram à proposição do tema no site da casa legislativa.

Direito a protestar

Defensora da liberdade de expressão, a ONG Artigo 19 fará um ato em apoio ao paulistano Ricardo Fraga. Organizador do movimento “O Outro Lado do Muro”, ele está há dois anos impedido, por decisão judicial, de protestar nas redes sociais contra a construção de três torres residenciais na Vila Mariana.

Família Lula

O Instituto Lula divulgou nota para desmentir a notícia de uma revista de que o aniversário de três anos de um sobrinho do ex-presidente, em Brasília, teria custado R$ 220 mil e sido paga em dinheiro. Lula nega ter o tal parente na região. A informação contestada foi espalhada nas redes sociais.

PSDB-SP unido por Covas Neto

Filho do ex-governador Mário Covas, o vereador paulistano Mário Covas Neto (PSDB) não deve ter adversário na disputa pelo comando do diretório municipal do partido. Potenciais candidatos tucanos a prefeito da cidade em 2016, o vereador Andrea Matarazzo e o deputado federal Bruno Covas chegaram a um acordo para apoiar Covas Neto, que é tio do deputado. Matarazzo é próximo do senador José Serra, enquanto a família Covas é mais alinhada com o governador Geraldo Alckmin.

Árvore caiu durante a conversa

Os dois discutiram também sobre a formação da chapa de candidatos a vereador do partido e as possíveis coligações para enfrentar o prefeito Fernando Haddad (PT), que deve disputar a reeleição. O encontro entre os parlamentares, um almoço no tradicional restaurante La Casserole, no Largo do Arouche, no centro da cidade, acabou sendo revelado por um acidente. Uma árvore caiu e atingiu a lateral do carro oficial do vereador.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Com Leonardo Fuhrmann

Você pode gostar